É isso!
O Darwinismo fora do currículo escolar da Coréia do Sul
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O conceito de "raça" em Charles Darwin

O racismo não é um fenômeno específico das sociedades modernas. Desde os tempos mais remotos, o conceito de “raças inferiores e raças superiores” já era uma realidade entre os povos, manifestando-se através da cor da pele, do tipo de cabelo, dos rituais religiosos, dos valores morais, das características culturais etc. O racismo não teve um único berço ou período de gestação: durante toda a história, ele se fez revelar nas mais variadas formas e pelos mais diversificados meios. Todavia, foi somente a partir do limiar da era moderna, mais precisamente a partir dos anos 1400, que o racismo passou a enfatizar a questão da cor da pele. Isso se deu como conseqüência da dominação européia sobre os outros povos (asiáticos africanos e americanos).
Com o avanço da ciência, a idéia de “raça” como fenômeno biológico teve grande destaque nos primórdios do século XVIII. Já no século XIX, com o advento dos conceitos sobre evolução humana, a questão biológica tornou-se preponderante para se classificar uma “raça” como inferior ou superior. Os ideais eugênicos de Francis Galton culminaram numa verdadeira febre racial na Europa. E com o surgimento do chamado Darwinismo Social, a propaganda racista alcançou todo o mundo, servindo de pretexto para a opressão e aniquilamento de inúmeros povos, principalmente na África e na Ásia.
Um dos autores que muito contribuiu com a questão foi o naturalista e capitalista inglês Charles Darwin. Embora a idéia de que havia diferentes “raças humanas” não fosse exclusividade sua, é certo que em todas suas obras ele fez menção desse aspecto. Isso pode ser visto, por exemplo, em seu livro muito pouco conhecido, intitulado “A expressão das emoções no homem e nos animais”, conforme enxertos a seguir, compilados por mim:
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CHARLES DARWIN: “A EXPRESSÃO DAS EMOÇÕES NO HOMEM E NOS ANIMAIS”:
“Quinto, parecia-me de extrema importância estabelecer se, como se afirmou com freqüência, mas com escassas evidências, encontramos as mesmas expressões e gestos nas diferentes raças humanas, especialmente aquelas que tiveram pouco contato com os europeus. Sempre que determinadas mudanças nas feições e no corpo exprimirem as mesmas emoções nas diferentes raças humanas, poderemos inferir, com grande probabilidade, que estas são expressões verdadeiras, ou seja, que são inatas ou instintivas” (p. 20).
“As respostas referem-se a muitas das mais selvagens e peculiares raças humanas” (p.20).
“Conclui-se, a partir das informações assim adquiridas, que um mesmo estado de espírito exprime-se ao redor do mundo com impressionante uniformidade; e este fato é ele mesmo interessante como evidência da grande similaridade da estrutura corporal e da conformação mental de todas as raças humanas” (p. 22).
“Todavia, algumas das dúvidas e dificuldades foram afastadas com a observação de crianças, doentes mentais, diferentes raças de homens, obras de arte e, finalmente, dos músculos faciais sob o efeito de correntes galvânicas, como realizado pelo Dr. Duchenne” (p. 23).
”Isso foi particularmente auspicioso, pois os aborígines australianos estão entre as mais peculiares raças humanas” (p. 24).
“As várias espécies e gêneros de macacos expressam seus sentimentos de muitas maneiras diferentes; e esse fato é interessante, pois tem alguma relação com a questão sobre como classificar, em espécies ou variedades, as assim chamadas raças humanas; pois, como veremos nos próximos capítulos, as diferentes raças humanas exprimem suas emoções e sensações de maneira notavelmente uniforme ao redor do mundo” (p. 115).
“O fato de lacrimejar durante o riso é comum a todas as raças humanas, como veremos num capítulo posterior” (p. 139).
“A expressão de tristeza, gerada pela contração dos músculos da tristeza, de forma alguma se restringe aos europeus, mas parece ser comum a todas as raças humanas” (p. 151).
“Fiquei ansioso para saber se as lágrimas acompanhavam as gargalhadas na maioria das raças humanas, e soube por meus colaboradores que isso realmente acontece” (p. 175).
“Em todas as raças humanas a expressão de bom humor parece ser igual e é prontamente reconhecida” (p. 181).
“No que diz respeito à alegria, sua expressão natural e universal é o riso; e, em todas as raças humanas, o riso exaltado faz os olhos lacrimejarem mais facilmente do que qualquer outra causa, excetuando-se a aflição” (p. 185).
“Um ajoelhar-se humilde, com as mãos juntas e viradas para o alto, parece-nos, pela força do hábito, um gesto tão apropriado para a devoção que poderíamos pensar que ele é inato. Mas não encontrei nenhuma evidência desse fato nas inúmeras raças humanas fora da Europa” (p. 187).
“Veremos, porém, num próximo capítulo, que em diversas raças humanas a surpresa algumas vezes provoca discreta protrusão dos lábios; embora surpresa ou espanto intensos costumem exprimir-se por uma grande abertura da boca” (p.197).
“A resposta de meus colaboradores foi quase unânime à minha pergunta sobre a possibilidade de se reconhecer as expressões de culpa e dissimulação entre as diferentes raças humanas” (p. 223).
“Também estava ansioso por saber se o gesto era praticado por outras raças humanas, especialmente aquelas que não tiveram muito contato com os europeus” (p. 228).
"No geral, percebe-se uma considerável diversidade quanto aos sinais de afirmação e negação nas diferentes raças humanas” (p. 236).
“Meus colaboradores responderam de forma surpreendentemente unânime no que se refere a essa expressão nas diferentes raças humanas” (p. 238).
“Não sei se esse gesto é comum a todas as raças humanas, já que deixei de fazer perguntas sobre esse tema” (p. 244).
“Há ainda um outro pequeno gesto, exprimindo surpresa, para o qual não tenho explicação; a saber, a mão ser colocada à frente da boca ou em alguma parte da cabeça. Isso foi observado em tantas raças humanas que deve ter alguma origem natural” (p. 246).
“No que diz respeito à manifestação do medo nas várias raças humanas, meus colaboradores concordam que os sinais são os mesmos exibidos pêlos europeus” (p. 250).
”Os pequenos vasos do rosto se enchem de sangue, pela sensação de vergonha, em quase todas as raças humanas, ainda que nas raças muito escuras não seja possível distinguir mudança de cor” (p. 268).
“Os fatos aqui recolhidos são suficientes para demonstrar que o enrubescimento, com ou sem mudança de cor, é comum à maioria, provavelmente a todas as raças humanas” (p. 272).
“Entre os europeus, o corpo todo pinica levemente quando o rosto enrubesce intensamente; e nas raças humanas que habitualmente andam quase nuas, o rubor estende-se por uma superfície bem maior do que em nós” (p. 278).“Deixei de perguntar em meus questionários impressos se a timidez pode ser detectada nas diferentes raças humanas” (p. 281).
“Também terão dificuldades para explicar por que negros e outras raças de pele escura enrubescem, já que neles a mudança de cor na pele é quase ou totalmente invisível” (p. 286).
“Há razões para se acreditar, a julgar pelas capacidades de diferentes raças humanas, que os efeitos são hereditários” (p.287).
“Podemos inferir que esses e alguns outros gestos são hereditários por serem realizados por crianças muito pequenas, pêlos nascidos cegos e pelas mais variadas raças humanas” (p. 297).
“Esse é um fato interessante, pois acrescenta um novo argumento a favor da teoria de que as inúmeras raças descendem de um mesmo tronco parental, que deveria ser já quase totalmente humano na estrutura, e em grande medida na mente, antes do período no qual as espécies divergiram” (p. 304).
“Contudo, se considerarmos os numerosos aspectos estruturais que não guardam relação alguma com as expressões, comuns a todas as raças humanas” (p. 305).
”Entretanto, essa teria de ser a explicação se as diferentes raças humanas descendessem de inúmeras espécies aborígines distintas” (p. 305).
“Parece bem mais provável que os muitos pontos de grande semelhança entre as várias raças devam-se à herança de uma única forma parental, que já havia adquirido um caráter humano” (p. 305).
“De todas as expressões, o rubor parece ser a mais estritamente humana; porém, ele é comum a todas, ou quase todas, as raças humanas, independentemente de se ver ou não alguma mudança de cor na pele” (p. 307).
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Fonte:
Charles Darwin: “A expressão das emoções no homem e nos animais”. Tradução Leon de Souza Loho Garcia. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
Charles Darwin: abolicionista e racista

Um dos argumentos mais comuns utilizados pelos darwinistas para afirmar que Charles Darwin não era racista, refere-se ao fato de ser ele um abolicionista, como se a simples adesão ao abolicionismo fosse indício de ojeriza aos ideais de superioridade racial.
Que Darwin fosse abolicionista, não há nenhuma dúvida quanto a isso. Não somente ele, como todo o resto da Inglaterra era abolicionista. Isso, no entanto, não fora motivo para que os ingleses não se sentissem superiores a outros povos, explorando suas riquezas e destruindo suas vidas.
O argumento de que se utiliza os devotos de Darwin em sua defesa, falha por três razões básicas, a saber:
1. Darwin era um cidadão inglês, e como todo bom inglês vitoriano, era orgulhoso de sua nação. A Inglaterra, como se sabe, era contrária à escravidão, todavia, a sua luta contra o sistema escravocrata não tinha qualquer caráter humanitário. José Dantas discorre sobre isto em “História do Brasil”:
“A luta dos ingleses contra o tráfico de escravos não tinha qualquer caráter humanitário. A Inglaterra preocupava-se primordialmente em defender seus interesses econômicos, pois como nação industrial buscava ampliar o mercado consumidor para seus produtos.
Não foi por outra razão que a Inglaterra aboliu a escravidão em suas colônias do Caribe. Porém, naquele momento, a produção agrícola realizada pelo negro livre revelou-se cara do que a feita em regime de escravidão, tornando os produtos caribenhos competitivos no mercado internacional.
Assim, ao impor a extinção do tráfico de escravos para o Brasil e defender a adoção trabalho livre, a Inglaterra estava preocupada não só em garantir mercados para seus produtos industriais como também em assegurar a competitividade dos produtos agrícolas de suas colônias. Portanto, a decretação Bill Aberdeen em 1845 representou, na verdade, um poderoso instrumento de defesa acumulação capitalista inglesa.”
2. Para muitos abolicionistas, era preciso acabar com a escravidão para modernizar suas nações. No caso da Inglaterra, o fim da escravidão atrelava-se à emergência da revolução industrial. Escravos não podiam ser consumidores pois não recebiam remuneração. Darwin era um capitalista extremamente ligado à estrutura econômica de sua nação, daí não ser nenhuma novidade sua adesão aos ideais abolicionistas.
3. Em “O que é racismo”, Joel Rufino do Santos, referindo-se aos abolicionistas brasileiros, afirma que, para estes: “era preciso acabar com a escravidão para aliviar o sofrimento dos pobres pretos”. “Ora”, completa o autor: “compaixão pelos pretos é o mesmo que, por exemplo, compaixão pelos pobres macacos, que estejam sofrendo de alguma forma”.
Charles Darwin era um homem dotado de grande sensibilidade pelos seres vivos
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Referências Bibliográficas:
1. José Dantas: "História do Brasil". Editora Moderna. São Paulo, 1989, p. 135;
2. Charles Darwin: "A Origem do Homem e a Seleção Sexual". Hemus Editora. São Paulo, 1972, p. 187.
3. Joel Rufino dos Santos: "O que é racismo". Editora Brasiliense. São Paulo, 1984, p. 54.
A "mão invisível" de Darwin

Segundo o “Aurélio”, capitalismo é um sistema econômico e social baseado na propriedade privada dos meios de produção, na organização da produção visando o lucro e empregando trabalho assalariado, e no funcionamento do sistema de preços.
Discutir se o capitalismo é o pior ou o melhor sistema econômico me parece uma questão irrelevante para o nosso tempo, tendo em vista seu pleno triunfo e levando em conta o histórico fracasso de seu maior rival, o comunismo. A China, em seu modelo atual, é uma das maiores provas da supremacia do dinheiro ou do capital sobre qualquer outra forma de governo. O capitalismo, enfim, prevaleceu!
Em sua obra “Riqueza das Nações" (“a bíblia do capitalismo”) Adam Smith cunhou a expressão “a mão invisível”, com a qual defendeu a idéia do que o mercado, por si mesmo, é capaz de obter a máxima eficiência econômica. O Estado não deve, pois, interferir no mercado, que se auto-regula mediante esta “mão invisível”.
Charles Darwin, que conhecia muito bem a obra de Adam Smith, aproveitou-se dela, mesclando-a com a obra “Tratado sobre os princípios da população”, de Thomas Malthus, na criação do seu dístico “sobrevivência do mais apto”. Sobre isto, escreveram Adrian Desmond e James Moore, em “A vida de um evolucionista atormentado”: “Mas foram as estatísticas de Malthus que mais impressionaram Darwin em sua vida de abundância. Malthus calculava que, sem controle, a humanidade poderia duplicar sua população em apenas 25 anos. Mas não duplicava; se o fizesse, o planeta seria devastado. A luta pelos recursos desacelerava o crescimento e um catálogo horripilante de mortes, doenças, guerras e fome colocavam a população em cheque. / Darwin percebeu que uma luta idêntica ocorria em toda a natureza e compreendeu que essa luta poderia ser transformada em uma força verdadeiramente criativa.”
Esta obra de Malthus foi assim o grande “insight” de Darwin na elaboração de suas idéias sobre Seleção Natural. Isto ele deixa explícito em sua obra “A Origem das Espécies”: “É a doutrina de Malthus aplicada com a mais considerável intensidade a todo o reino animal e vegetal, porque não há nem produção artificial de alimentação, nem restrição ao casamento pela prudência. Posto que algumas espécies se multiplicam hoje mais ou menos rapidamente, não pode ser o mesmo para todas, porque a terra não as poderia comportar.”
A Seleção Natural seria assim a “mão invisível” que faz da “livre concorrência” (“a sobrevivência do mais apto”) entre os seres vivos a sua “auto-regulação” na Natureza. Darwin simplesmente transferiu os conceitos de livre concorrência de Adam Smith para o âmbito dos seres vivos. Ele não criou nada de novo, mas apenas adaptou o que, na sua época, era assunto de grande discussão acadêmica. O resto ficou por conta da “mão visível” de seus ideólogos admiradores.
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Referências bibliográficas:
A Vida de um Evolucionista Atormentado: Darwin. Adrian Desmond & James Moore – Geração Editorial. São Paulo, 1995;
A Origem das Espécies: Charles Darwin. Baseado na tradução de Joaquim da Mesquita Paul. LELLO & IRMÃO – EDITORES. Porto, 2003.
Darwin e a "superioridade européia"

Primeiro observamos esta sua afirmativa, extraída da referida obra:
“A membrana nictitante (membrana interna do olho dos pássaros), ou terceira pálpebra, com os seus músculos acessórios e as suas estruturas, é particularmente bem desenvolvida nos pássaros, e tem uma importância funcional bastante importante para eles, pois que pode estender-se rapidamente sobre toda a pupila. Tem sido encontrada em alguns répteis e anfíbios e em certos peixes, como o peixe-cão. Está muito desenvolvida nas duas classes inferiores da série de mamíferos, isto é, nos monotremos e nos marsupiais, bem como em outros poucos mamíferos superiores, como o cavalo-marinho. Mas no homem, nos quadrúmanos e na maioria dos outros mamíferos, conforme todos os anatomistas têm admitido, se reconhece como simples rudimento que leva o nome de prega similunar (35)”, p. 28. O GRIFO É MEU.
Agora, vejamos a nota referente à afirmativa acima:
35) Müller, Elements of Physiology, trad. inglesa, 1842, vol. II, pg. 1117. Owen, Anatomy of Vertebrates, vol. III, pg. 260; ibidem sobre o cavalo-marinho, «Proc. Zoolog. Soe.», 8 de novembro de 1854. Cfr. também E. Knox, Great Artists and Anatomists, pg. 106. Este rudimento é aparentemente um pouco mais extenso nos pretos e nos australianos do que nos europeus; cfr. Cari Vogt, Lectures on Man, tradução inglesa, pg. 129.
Perceberam?
Inicialmente ele diz que um determinado traço biológico está muito mais desenvolvido nas classes inferiores da série de mamíferos. Na nota, ele acrescenta que tal característica é um pouco mais extensa nos pretos e nos australianos do que nos europeus. A expressão “mamíferos inferiores” refere-se aos animais considerados os mais antigos na “escala evolutiva”. Em outras palavras: são aqueles que – biologicamente - mantêm características mais próximas de seus remotos ancestrais. Os “pretos e australianos”, no pensamento de Darwin, são os povos que conservam mais características comuns com os ancestrais humanos. Já os brancos europeus, por supostamente estarem “mais avançados” no processo evolutivo, estão assim mais distantes – biologicamente – desses mesmos ancestrais.
Vale ressaltar que as tais “superioridade e civilidade” dos capitalistas da Europa da época de Darwin culminaram, entre outras cousas, na exploração econômica e dominação política dos países da Ásia e África, naquilo que ficou conhecido como o Imperialismo, que ainda hoje faz transparecer suas conseqüências nefastas em muitas regiões da África e Ásia.
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Referência bibliográfica:
Charles Darwin. “A Origem do Homem e a Seleção Sexual”. Tradução: Attílio Cancian e Eduardo Nunes Fonseca. Hemus Livraria Editora LTDA. São Paulo, 1974. (p. 28)
"Sir Isaac Newton" On Line

A biblioteca digital da universidade de Cambridge disponibilizou através da Internet imagens dos papéis de Isaac Newton (dentre outras, a famosa “Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica”) que podem ser visualizadas no link abaixo:
Cambridge University Library holds the largest and most important collection of the scientific works of Isaac Newton (1642-1727). We present here an initial selection of Newton's manuscripts, concentrating on his mathematical work in the 1660s. Over the next few months we will be adding further works until the majority of our
Quebra-cabeça para darwinistas

1. Por que ou como evoluíram os pelos nos mamíferos?
2. Por que ou como evoluiu a glândula pituitária?
3. Por que o número de vértebras cervicais é tão constante nos mamíferos?
4. Por que nós, os seres humanos, não conseguimos sobreviver sem oxigênio?
5. Como nosso genoma ativa determinados genes em determinados momentos?
6. Como nossas pernas direita e esquerda crescem até o mesmo comprimento?
7. Por que a artéria aorta encontra-se no lado esquerdo nos mamíferos e no lado direito nas aves?
8. Qual é o valor adaptativo da assimetria do coração?
9. Por que o número de dedos é tão constante nos tetrápodes?
10. Como os molares infantis se transformam em pré-molares adultos?
11. Qual é o significado adaptativo do orgasmo feminino?
12. De que forma se diferenciam os cérebros de homens e mulheres?
13. Por que a mosca macho tem um músculo inútil que a mosca fêmea não possui?
14. Por que os chimpanzés não conseguem falar?
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Darwin e a causa neo-ateísta

Talvez Karl Marx, que se referiu à religião como o “ópio do povo”; ou, quiçá, Stalin, Mão Tse Tung e Fidel Castro, que perseguiram os religiosos e mandaram fechar as igrejas. Indo mais longe, pode-se aventar o nome de Epicuro, o qual, embora não fosse propriamente ateu, desdenhou dos deuses, afirmando não haver motivos para temê-los, quer na vida ou quer após a morte. Temos ainda o escritor português José Saramago, que via a Bíblia como um “manual de maus costumes” e que desaconselhava sua leitura entre os jovens; também podemos fazer menção de Friedrich Wilhelm Nietzsche, o qual proclamou “a morte de Deus” e atacou frontalmente a fé cristã. Outros nomes poderiam ainda ser lembrados, tais como: Charlie Chaplin, que professou seu ateísmo, segundo ele, pelo “simples senso comum”; Sigmund Freud, que via a religião como uma neurose obsessiva; o músico inglês John Lennon, que dizia acreditar apenas em si próprio; Isaac Asimov, que via a Bíblia como a maior arma a favor do ateísmo. E, por fim, pode-se pensar no ícone atual do novo ateísmo, o ideólogo Richard Dawkins, que afirmou ser a fé um dos maiores males do mundo, comparável ao vírus da varíola, porém mais difícil de erradicar.
Razões não faltam para se eleger um desses nomes como o “melhor representante” do não-Deus ou do anti-religião; porém, é o nome de Charles Darwin que se desponta no horizonte alvoroçado desses novos ateus; Darwin é o nome mais lembrado e o que mais se liga à causa neo-ateísta, atualmente. Prova disso é a data que se escolheu para assinalar aquilo que eles denominaram de “O Dia do Orgulho Ateu”, ou seja, o dia 12 de fevereiro, o mesmo do nascimento do naturalista inglês e autor do “A Origem das Espécies”.
Não é à toa que a Evolução, para esses novos ateus, transformou-se num evento essencialmente ateísta e o que mais contrasta com a ideia de um Deus criador. Sem dúvida um enorme obstáculo aos darwinistas de tendências religiosas. Ademais, a luta inglória dos devotos de Darwin em elevar à Teoria da Evolução ao status de lídima ciência, só perde com isso, afinal, faz com que ela (A Teoria da Evolução) seja cada vez mais vista pelos crentes como uma opositora de suas crenças e, consequentemente, como um estorvo para a fé
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O darwinismo medieval


É amplamente conhecida a opressora atuação da Igreja em todos os âmbitos da sociedade durante a longa Idade Média. Em relação, por exemplo, aos intelectuais, sabe-se que eles não deveriam jamais ultrapassar os estreitos limites estabelecidos pelos líderes religiosos, o que poderia culminar numa perigosa acusação de “heresia”. Tudo o que a Igreja decretava como verdade, seja na esfera da fé ou da razão, deveria ser aceito incondicionalmente como sendo realmente a “verdade”. Desta forma, se a Igreja afirmava que o Sol girava em torno da Terra, ainda que houvesse provas contrárias, prevalecia sempre sua arbitrária “verdade”. Todos conhecem o caso do cientista italiano Galileu Galilei que, por apoiar a teoria de Copérnico de que o Sol (e não a terra) constituía-se o centro do nosso sistema planetário, foi preso pela Inquisição, tendo de atenuar suas convicções, visto que não corroboravam com o entendimento oficial da igreja.
Bom. A Inquisição se foi, e com ela seguiu-se a reboque toda a opressão exercida aos que ousam pensar diferente dos dogmas da igreja. Em 1978, o papa João Paulo II declarou: "A Inquisição é um capítulo doloroso do qual os católicos devem se arrepender". E, não obstante a perseguição aos intelectuais ainda persistir entre muitos grupos religiosos ao redor do mundo, nos países democráticos ela já se tornou sombra de um passado que não quer se repetir. Religião e ciência, hoje, excetuando esses grupos religiosos fundamentalistas, convivem pacificamente, com raríssimos confrontos no âmbito ético-moral.
Sendo assim, por que determinadas vertentes consideradas “científicas” ainda hoje sentem tanto temor de que uma “conspiração religiosa” venha aterrar as novas descobertas da ciência, como é o caso de boa parcela dos defensores da Teoria da Evolução, de Charles Darwin?
Pessoalmente desconheço casos semelhantes ao que ocorre no seio do darwinismo. O medo de que a Teoria da Evolução seja banida das pautas escolares transformou-se, para muitos dos devotos de Darwin, numa patológica mania de perseguição, como se a vulnerabilidade científica de seus dogmas afetassem toda a ciência, incluindo a descoberta de cura para a AIDS. Tratam a ciência como fosse um frágil rival da religião, daí todo esse desespero que até parece fugir de uma boa explicação freudiana.
Semelhantemente à Igreja medieval, esses devotos de Darwin não aceitam quaisquer contestações, as quais, na prática, transformaram-se em “perigosas heresias”. Para eles há uma só verdade, a qual deve ser preservada a todo custo. A situação é tal hoje, que qualquer cientista que apresente uma alternativa genuína a seus “dogmas científicos” logo é silenciado, sob o risco de ser mandado ao ostracismo acadêmico, sendo em consequencia disso rotulado dos mais variados adjetivos com conotações religiosas. É o medievalismo às avessas, patologicamente às avessas...
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“Hoje pavão, amanhã espanador!"

Até agora, pensava-se que os primeiros “sapiens”, ao deixar a África o fizeram pelo chamado “corredor do Nilo”, após cruzarem pelo estreito de Bab-el-Mandeb, que separa o continente asiático do africano. Este trabalho, entretanto, defende a existência de uma rota de saída pelo sul do Golfo Pérsico, levando em conta que as ferramentas encontradas no sítio arqueológico de Jebel Faya possuem a mesma “tecnologia” de que se utilizavam os “sapiens” primitivos que habitavam o leste da África.
Bem. Pecuinhas evolutivas à parte, o fato é que a Teoria da Evolução revela-se uma verdadeira “colcha de Penélope”. Durante o “dia”, tece-se aos olhos dos deslumbrados darwinistas o imenso “lençol evolutivo”, enquanto na “calada da noite” cuida-se em desfazê-lo sob novos argumentos e pretextos.
Ora, se as “verdades” darwinistas são assim tão vulneráveis; se os “laços evolutivos” que as prendem mostram-se tão fáceis de serem rompidos, por que então tanta certeza, tanta jactância, ostentação e altivez?
É como dizia Hermógenes: “Hoje pavão, amanhã espanador!"
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O primo Pongo

Bem. Uma pergunta que deveria ser feita em relação a este tipo de notícia seria: em que exatamente pesquisas desse viés serão de alguma utilidade para o homem e para a própria espécie arborícola?
Segundo os mesmos pesquisadores, o novo empreendimento científico culminará nos seguintes benefícios práticos para ambos os “bichos”:
1. Ajudará o homem a conhecer melhor sua evolução,
2. Trará novos conhecimentos para as pesquisas relacionadas a doenças genéticas,
3. Contribuirá para um conhecimento mais amplo dos grandes símios, os quais estão em grande perigo de extinção, ajudando assim na sua conservação.
Bom. Levando em conta que o genoma dos chimpanzés começou a ser sequenciado e decifrado nos primórdios do século XXI, e que até o momento isso não resultou em nenhuma mudança relevante para os humanos e para os macacos, pode-se concluir folgadamente que os grandes beneficiários de tais pesquisas ainda serão os próprios pesquisadores. O resto fica nas entrelinhas...
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Seleção Natural como "peça de museu"
Isso me levou a um artigo publicado pelo jornal americano “Times”, em 1999 (Vol. 2, nº 33 - Folha de S. Paulo), intitulado “Como o homem evoluiu”. Lá pelas tentas, ao discorrerem sobre a influência da tecnologia na vida humana, os articulistas escreveram: “Todo o nosso conhecimento sobre evolução mostra que é necessária a existência de populações pequenas e isoladas para que haja uma mutação real, o que seria inconcebível... Um nova espécie humana está fora de cogitação. Além disso, a tecnologia eliminou essencialmente o mecanismo de seleção natural. Na pré-história, apenas os indivíduos e as espécies mais fortes sobreviviam. Hoje, os fracos e os fortes têm acesso a medicina, alimentação e abrigo num nível de qualidade e abundância nunca visto. Atualmente, os camponeses pobres do mundo em desenvolvimento vivem melhor do que vivia o imperador da China há mil anos... Por outro lado, no futuro, a manipulação do genoma humano permitirá que mudemos as características básicas de nossa espécie ao nosso bel-prazer. O caminho evolutivo por seleção natural poderá ser substituído pelo aprimoramento pela intervenção humana...”
Pode-se concluir, portanto, que a Seleção Natural no âmbito humano fora relegada às traças. As mudanças ocorridas mediante seus graduais caprichos permanecerão para toda eternidade na esfera de um passado longínquo que não pode ser pesado, medido e mensurado, mas apenas conjecturado, especulado, presumido e inferido. De resto, voltemos a Nastradamus, aos oráculos de Delfos e aos museus.
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A evolução da criatividade - V
O darwinismo social

“O divisor de águas é a publicação do livro “A origem das espécies”, por Charles Darwin, em 1859. Schwarcz explica que a obra se transforma em paradigma científico, unindo monogenistas e poligenistas. Os primeiros mantiveram os critérios de raça por níveis mentais e morais, enquanto os poligenistas reconheciam uma origem única, mas argumentavam que o tempo era suficiente para separações e a solidificação de diferentes heranças.
É neste cenário que ambas as correntes se afastam da biologia e o conceito de raça passou a ser conectado a elementos políticos e sociais. O impacto das idéias de Darwin alcançaram a antropologia, história, teoria política, economia e sociologia, gerando o conceito de “darwinismo social.” Adotaram-se conceitos, nas ciências sociais, como “competição”, “seleção natural” e “hereditariedade”.
O mestiço, com base na aplicação desta perspectiva, virou sinônimo de ser degenerado e inferior.
Enquanto Broca defendia a idéia de que o mestiço, à semelhança da mula, não era fértil, teóricos deterministas como Gobineau e Le Bom advogavam interpretações opostas, lastimando a extrema fertilidade dessas populações que herdavam sempre as características mais negativas das raças em cruzamento. O certo, porém, é que a miscigenação, com a sua novidade, parecia fortalecer a tese poligenista, revelando novos desdobramentos da reflexão. As raças humanas, enquanto “espécies diversas”, deveriam ver na hibridação um fenômeno a ser evitado. (2003;57)
Respaldado pela antropologia de caráter biológico, os teóricos da raça chegaram a três conclusões:
1) A divisão da humanidade em raças era uma realidade, comparável à distância entre animais de uma mesma família. Desta forma, a miscigenação era reprovável.
2) A divisão por raças representava a diferenciação de culturas, pois a reprodução assegurava a “continuidade entre caracteres físicos e morais” . (2003;50)
3) As raças tinham peso na manifestação de comportamentos coletivos, o que reduzia a importância da liberdade de ação individual.
O fortalecimento das conclusões acima levou a um conjunto de idéias que ainda permeia as relações político-ideológicas em torno da racialização humana. Trata-se da eugenia (eu, boa; genus, geração), conceito que significa interferir na reprodução das populações. O termo foi utilizado pela primeira vez pelo cientista inglês Francis Galton em 1883. Naturalista e geógrafo, Galton ficou impressionado com “A origem das espécies” e publicou em 1869 o texto Hereditary genius, no qual defendia que a competência humana se consolidava pela hereditariedade, e não pelos processos educacionais.
Assim, as proibições aos casamentos inter-raciais, as restrições que incidiam sobre ‘alcoólatras, epilépticos e alienados’ visavam, segundo essa ótica, a um maior equilíbrio genético, ‘um aprimoramento das populações’, ou a identificação precisa ‘ das características físicas que apresentavam grupos sociais indesejáveis’. (Galton 1869/1979) In: Schwartz (2003;60)
O discurso racialista apareceu de forma enviesada no Brasil no final do século XIX. Foi um momento em o país, em vias transição do Império para o modelo republicano, recebia visitas constantes de naturalistas, que descreviam o Brasil como uma nação mestiça. No entanto, classificavam a sociedade como um país em transição. Ou seja: que os sucessivos cruzamentos embraqueceriam a população. A mestiçagem era símbolo do atraso e significaria o fracasso do Brasil como nação.
E os números serviam para ratificar os temores dos teóricos, deslumbrados com a chegada, com atraso, das teorias raciais.
Enquanto o número de cativos reduzia-se drasticamente – em 1798, a população escrava representava 48,7%, ao passo que em 1872 passava a 15,2% -, a população negra e mestiça tendia a progressivamente aumentar, correspondendo, segundo o censo de 1872, a 55% do total. Nessa mesma ótica, os dados de 1890 tornavam-se ainda mais aterradores. Ou seja, se na Região Sudeste (devido, sobretudo, ao movimento imigratório europeu) a população branca predominava – 61% - já no resto país a situação se invertia, chegando os mestiços a totalizar 46% da população local. (Schwartz, 1993; 13)
Segundo Schwarcz, a partir de 1870, a intelectualidade brasileira passou a conhecer de forma simultânea doutrinas européias como o positivismo, o evolucionismo e o darwinismo. Isso auxiliou na construção de um modelo próprio de leitura das relações brasileiras, que corriam em paralelo com alterações na legislação. Em 1871, é assinada a Lei do Ventre Livre, que punha ponto final no sistema de produção escravocrata ao libertar o filho de negros cativos. Mesmo contida, a lei do Ventre Livre casava com a postura de muitos países, que condenavam a prática escravagista.
De qualquer modo, as teorias estrangeiras não se encaixavam de maneira tão simples ao contexto brasileiro. A quantidade de mestiços era cada vez maior no quadro populacional e as idéias de controle de reprodução e de grupo homogêneo não ganhavam sustentabilidade prática, embora fossem operadas pela classe intelectual consumidora de conteúdo especializado no campo da retórica. No entanto, o Brasil como “laboratório de raças” absorveu, em suas relações cotidianas, conceitos como superioridade racial e nebulosidade no desenvolvimento futuro por causa da miscigenação. Os negros e mulatos herdeiros de um modelo escravocrata decadente, pagariam o preço do racismo, posteriormente camuflado e negado pelas classes dominantes. Nas ciências humanas, por exemplo, praticadas em Institutos Históricos, justificava-se, por exemplo, a perpetuação de posicionamentos sociais a partir de variações do conceito de “darwinismo social”.
O uso da raça virou pecha, elemento qualificatório, manipulado de acordo com os interesses de quem o utilizava. A comunidade jurídica, por exemplo, entendia que raça era uma característica particular da sociedade brasileira e que a elaboração de leis deveria se sobrepor à adjetivação racial. A classe médica, por sua vez, acreditava que raça era um elemento biológico, preponderante na diferenciação de grupos. Tratava-se de um fator relevante para a criação e implementação de políticas sanitaristas e de higiene pública.
A perspectiva eugênica perdeu força no Brasil, embora tenha colaborado na construção de posturas discriminatórias, na primeira metade do século XX. Na Europa e nos Estados Unidos, a via é oposta. Os alemães adotaram o arianismo, a busca pela raça pura, um dos pilares da doutrina nazista, enquanto os norte-americanos cristalizaram a ideologia do segregacionismo, tanto para negros como para indígenas.
Barbujani, no livro A Invenção das Raças, descarta qualquer método científico que seja capaz de levantar possibilidades genéticas de diferença racial. Ele busca apoio, inclusive, em operações matemáticas.
Cada um de nós tem pais, quatro avós e oito bisavós. É raro que alguém conheça seus trisavôs, mas sabemos que foram 16, e assim por diante. Isso significa que, há dez gerações, isto é, cerca de 250 anos, cada um de nós teve cerca de mil antepassados (1024 para sermos exatos). (...) Douglas Rohde, do Massachussets Institute of Technology, calculou que quaisquer duas pessoas do nosso tempo têm um antepassado comum que viveu há pouco mais de três anos. (2007; 15)
Os resquícios desta prática podem ser vistos até hoje. Um exemplo são as inúmeras denominações presentes em pesquisas demográficos. Termos que – de alguma forma – servem para se evitar o peso histórico e cultural das palavras negro e preto. Era possível perceber dezenas de nomenclaturas quando a resposta era auto-declaratório. Expressões como moreno, mulato, pardo, pé na cozinha e outras demonstravam o imaginário popular brasileiro.
Na África do Sul, por exemplo, em tempos de apartheid, chineses eram chamados de asiáticos e japoneses, de brancos.”
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É isso!
Fonte:
Marcus Vinicius O.A. Batista: “Giz de cor: um olhar de professores negros sobre as relações raciais nas escolas públicas”. (Dissertação apresentada no Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Educação da Universidade Católica de Santos, como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Educação, sob a orientação da Prof. Dra. Maria Helena Bittencourt Granjo). Universidade Católica de Santos. Santos – SP, 2008.
Nota:
A imagem inserida no texto não se inclui na referida tese.
As referências bibliográficas de que faz menção o autor estão devidamente catalogadas na citada obra.










