Darwin e o "darwinismo criador soviético"

"Culpar Darwin pela eugenia é como condenar Einstein pelas catástrofes em Hiroshima e Nagasaki", justificam os darwinistas com a clara intenção de isentar o naturalista inglês da pecha do darwinismo social, o qual fora responsável por inúmeras ideologias racistas nos primórdios do século XX, sendo a principal delas o nazismo alemão de Adolf Hitler.

É óbvio que a construção do nazismo deu-se mediante uma série de questões: políticas, sociais e até religiosos. A crise alemã decorrente da sua derrota na Primeira Guerra Mundial foi, por exemplo, um fator decisivo que conduziu o povo alemão a apoiar a loucura h
itleriana. Todavia, em termos de sustentação ideológica, os ideais darwinistas de "sobrevivência dos mais aptos" foram, sem a menor sombra de dúvidas, preponderantes na criação da doutrina nazista de uma "raça superior", que deveria prevalecer sobre a "raça degradada", os judeus obviamente. Entre as inúmeras acusações que os nazistas faziam em relação aos "filhos de Israel", uma referia-se ao fato deles “não terem superado a fase primitiva da evolução humana” (vide: Maria Luiza Carneiro. Holocausto, "Crime contra a Humanidade", p. 20).

O conceito eugenista nasceu e se desenvolveu a partir do princípio da Seleção Natural, da forma como Darwin defendeu em seu livro "A Origem do Homem e a Seleção Sexual":
"A seleção permite ao homem agir de modo favorável, não somente na constituição física de seus filhos, mas em suas qualidades intelectuais e morais. Os dois sexos deveriam ser impedidos de desposarem-se quando se encontrassem em estado de inferioridade muito acentuada de corpo ou espírito”. E mais à frente: "Todos aqueles que não podem evitar uma abjeta pobreza para seus filhos deveriam evitar de se casar, porque a pobreza não é apenas um grande mal, mas ela tende a aumentar; (...) enquanto os inconscientes se casam e os prudentes evitam o casamento, os membros inferiores da sociedade tendem a suplantar (em número) os membros superiores. Como todos os animais, o homem chegou certamente ao seu alto grau de desenvolvimento atual mediante luta pela existência, que é conseqüência de sua multiplicação rápida; e, para chegar a um mais alto grau ainda, é preciso que continue a ser mantida uma luta rigorosa (...). Deveria haver concorrência aberta para todos os homens e dever-se-iam fazer desaparecer todas as leis e todos os costumes que impedem os mais capazes de conseguir seus objetivos e criar o maior número possível de crianças”.

Seguindo esta linha ideológica, aliás aceita pelo mesmo Darwin como científica, os nazistas criaram as chamadas “granjas de reprodução” com jovens saudáveis de ambos os sexos, os quais fossem possuidores das características da “raça ariana”. Mediante uma lei aprovada em 1933, castraram 350 mil pacientes com problemas mentais, meninos negros entre outros.

Conforme e
screveu Maria Luiza Carneiro, no já mencionado Holocausto: crime contra a Humanidade”: "...Hitler defende a tese de que existe na natureza uma tendência à purificação racial. Condena o cruzamento entre as raças humanas pelo fato de este rebaixar o nível da raça mais forte induzindo-a a um retrocesso físico e mental. Com base nessa lógica propõe o extermínio dos judeus, considerados “raça inferior” (p. 26).

E, segundo Nélio Marco V. Bizzo, em seu livro “O que é Darwinismo”: A idéia de que o darwinismo era uma doutrina que se aplicava apenas aos seres vivos não-humanos é outra versão absolutamente incorreta. No "Origem das Espécies", Darwin passa comodamente ao largo das implicações de sua teoria com o homem. No entanto, no seu "A Origem do homem", ele penetra na questão e aí, suas opiniões deixam pouca margem de dúvida.
Darwin e seu primo Francis Galton, juntamente com uma série de pensadores seus contemporâneos, acreditavam que a “raça” humana poderia ser melhorada se fossem evitados “cruzamentos indesejáveis”. A sociedade era vista com uma clara divisão: de um lado, os membros “superiores”, sadios, inteligentes, ricos e, obviamente, brancos; do outro lado, os membros “inferiores”, mal nutridos, doentes, pobres, de constituição racial duvidosa. Estes deveriam ser impedidos de se reproduzirem, pois acabariam por “rebaixar toda a raça”. A evolução biológica do homem poderia ser “acelerada”, limitando-se os mesmos rituais de seleção “vistos” na natureza. Os mais aptos, evidentemente, estavam entre os indivíduos das classes dominantes.
Darwin chegava até a prever a completa extinção de raças inteiras, consideradas “inferiores”. Escreveu pouco antes da morte, numa carta de 1881: “Eu poderia esforçar-me e mostrar o que a seleção natural fez e ainda faz para os progressos da civilização, mais do que aquilo que pareceis admitir...”. (Bizzo - “O que é Darwinismo” – Editora Brasiliense – p.67, 68).

E no caso do comunismo soviético, em que aspecto é possível afirmar que Darwin se fez presente nele?

Bem. É sabido que o darwinismo soviético, não obstante ter tido sua base fincada no lamarckismo (tendo como pano de fundo o dogma da hereditariedade, e no seu comando o poderoso "Torquemada da ciência", o terrível Lyssenko), sabe-se também que este manipulador marxista-leninista bebeu abundantemente em Charles Darwin (a teoria dos caracteres adquiridos deste naturalista também sustenta o lamarckismo), basicamente no seu conceito de Seleção Natural, com o qual massacrou os odiosos "inimigos do regime": "Na doutrina de Darwin", escreveu Marx, "aceito a teoria da evolução, mas só admito seu método de demonstração (
struggle for life, natural selection - luta pela vida, seleção natural) como primeira expressão, provisória e imperfeita, de uma realidade recentemente descoberta". E, como bem observa Wilma George ("As Idéias de Darwin". Editora Culturix", 1985): "A hereditariedade dos caracteres adquiridos também tinha os seus partidários políticos, o socialismo em geral e, em particular, o marxismo apropriaram-se da idéia de forma grandiosa, embora fosse difícil saber se de Darwin ou de Lamarck". E continua:
"O próprio Marx, pregando, por um lado, a revolução, defendia, de outro, uma forma de evolução: que os sistemas sociais mutáveis mudavam os sistemas político e econômico e que estes, em contrapar­tida, mudavam os sistemas sociais, e assim por diante. Isso se devia mais à dialética hegeliana do que ao darwinismo, mas Marx tinha em grande consideração a Origem: "o livro de Darwin é muito importante" — escreveu ele — "e me convém que sustente a luta de classes na história do ponto de vista da ciência natural. Tem-se, é claro, que tolerar o tosco método inglês de discurso". Foi uma teoria materialista que incorporou a idéia da mudança num dado período de tempo, selecionada a partir de variações motivadas pelo meio ambiente. Mas isso estava muito longe de fornecer um argumento para o marxismo, como Engels foi o primeiro a perceber. O materialismo dialético foi mudan­ça e movimento durante um período de tempo, mas estava longe do gradualismo. Adaptação lenta seguir-se-ia a uma rápida mudança — a revolução — não apenas para produzir uma nova espécie de sociedade, mas para produzir uma sociedade antitética à anterior. Essa dialética hegeliana não seria encontrada na teoria darwiniana. Mas o darwinis­mo não estaria no programa do ensino marxista na Rússia. O gradua­lismo e a variação individual seriam ignorados, a mudança, o materia­lismo e a hereditariedade dos caracteres adquiridos foram aceitos. Mas a rejeição pela Rússia da teoria mendeliana na herança — que se tornou parte do neodarwinismo do século XX — levaria à bizarra catástrofe da política agricultural de Lysenkoist" (p. 102).

É isso!

Mais uma da turminha "evo psy"

"Estudo liga infidelidade masculina a QI mais baixo", noticiou o site da BBC, enfatizando um estudo que associa a escassez de inteligência à infidelidade masculina: "Homens que traem as esposas e namoradas tendem a ter QI mais baixo e ser menos inteligentes, segundo um estudo publicado na revista especializada Social Psychology Quarterly."

Só pelo título já foi possível vislumbrar o "dedo de Darwin" por trás. E não deu outra:

"Kanazawa foi mais longe e disse que outra conclusão do estudo é que o comportamento "fiel" do homem mais inteligente seria um sinal da evolução da espécie.
Sua teoria é baseada no conceito de que, ao longo da história evolucionária, os homens sempre foram “relativamente polígamos”, e que isso está mudando.
Para Kanazawa, assumir uma relação de exclusividade sexual teria se tornado então uma “novidade evolucionária” e pessoas mais inteligentes estariam mais inclinadas a adotar novas práticas em termos evolucionários – ou seja, a se tornar “mais evoluídas”.
Para o autor, isso se deve ao fato de pessoas mais inteligentes serem mais “abertas” a novas idéias e questionarem mais os dogmas.
Mas segundo Kanazawa, a exclusividade sexual não significa maior QI entre as mulheres, já que elas sempre foram relativamente monogâmicas e isso não representaria uma evolução."


O estudo é tão absurdo que ele, por si mesmo, se auto aniquila. Se já é complicado "medir a inteligência", imagine-se só medi-la à luz de eventos que supostamente aconteceram a milhões de anos ("Sua teoria é baseada no conceito de que, ao longo da história evolucionária, os homens sempre foram “relativamente polígamos”, e que isso está mudando"). Ademias, essa besteira de Q.I. também já há muito perdeu sua razão de ser (uma pessoa que sabe tocar violino não é nem um pouco mais inteligente do que um roceiro laçador de bois). É por essas e outras que o darwinismo cada vez mais se autodestrói. Sim, afinal, uma teoria que mete o bedelho em tudo quanto é buraco não pode ser levada muito a serio.

Pobre Salomão, que dizem ter tido mil mulheres! ((rs))

É isso!

O funeral de Darwin...


Para quem não sabe, Charles Darwin faleceu no dia 19 de abril de 1882. Foi enterrado na Abadia de Westminster, embora fosse agnóstico.

É isso!

Os beatos de Darwin...

Eu simplesmente me divirto com os êxtases darwinisíacos da galerinha de Darwin. Isso na Internet é um verdadeiro espetáculo. Especificamente em relação à pessoa de Charles Darwin, a bajulação é de tal monta que fica difícil não associar tal comportamento com aqueles vivenciados por um beato diante de seu santo. Darwin, muito mais do que um cientista (no sentido estrito da palavra), tornou-se para muitas pessoas numa espécie de "libertador" ou num "Napoleão da ciência", o qual revelou ao mundo o verdadeiro caminho, a verdade e a vida.
O texto a seguir, por exemplo, sintetiza um pouco todo esse alvoroço em torno do naturalista inglês. Divirtam-se!

Por que todo ser humano deveria ser fã de Charles Darwin?
1-Porque Darwin foi o cara que teve as duas ideias mais importantes, revolucionárias e abrangentes da humanidade: Seleção Natural e Seleção Sexual.
2- Porque ele mostrou como o acaso e a necessidade podem interagir para gerar complexidade a partir da simplicidade, sem a necessidade de uma inteligência superior.
3- Porque ele mostrou que vale mais a pena procurar inteligência nos insetos do que no cosmos.
4- Porque ele teve coragem de dizer que as plantas fazem sexo e que as fêmeas têm senso estético em plena Inglaterra vitoriana, coisa que muitos relutam em aceitar ainda hoje.
5- Porque ele inaugurou todo um imenso programa de pesquisas integradoras entre diferentes disciplinas tanto da Biologia quanto fora dela.
6- Porque ele previu que com o Darwinismo, a Psicologia iria ter um novo fundamento "num futuro distante" e que a Filosofia iria precisar conhecer bem os primatas para falar sobre o ser humano.
7- Porque com ele podemos até explicar porque a religião existe sem precisar postular a existência de nenhuma mágica.
8- Porque ele tirou de vez o ser humano de seu pedestalzinho imaginário no centro de tudo.
9- Porque ele foi contra a escravidão e a favor da origem única e da unidade dos grupos étnicos humanos.
10- Porque Darwin foi um exemplo de humildade em pessoa e que trouxe a verdadeira humildade para o ser humano.

É isso!

Charles Darwin e os deficientes mentais

ILUSTRAÇÃO DE UMA MULHER LOUCA (EXTRAÍDA DO LIVRO "A EXPRESSÃO DOS EMOÇÕES NO HOMEM E NOS ANIMAIS")

"Neste caso se apresentam várias monstruosidades e algumas, como a abertura do céu da boca, podem ser às vezes hereditárias. Para a nossa finalidade será suficiente ater-nos à sustação do desenvolvimento do cérebro de idiotas microcéfalos, conforme vem descrito nos apontamentos de Vogt. O seu crânio é menor e as pregas do cé­rebro são menos complexas do que no homem normal. A arca­da supraciliar é largamente desenvolvida e as maxilas sobres­saem de maneira espantosa, a ponto de dar a impressão que estes idiotas são tipos inferiores do género humano. A sua inte­ligência e muitas das faculdades mentais são extremamente fracas; não chegam a adquirir a faculdade de falar e são total­mente incapazes de fixar prolongadamente a atenção, embora sejam exímios em imitação. São fortes e notavelmente ativos, andam depressa e a passos miúdos, saltitam e fazem trejeitos e denguices. Sobem as escadas em quatro pernas e têm um estranho desejo de trepar nos móveis e nas árvores. Faz-nos lembrar o prazer que quase todos os rapazes possuem de tre­par nas árvores e também o divertimento que a cabra e os ca­britos, animais alpinos por origem, experimentam em saltar nas saliências elevadas do terreno, mesmo que estas sejam muito pequenas. Os idiotas fazem lembrar os animais inferio­res também em razão de alguma outra característica: citam-se alguns casos relativos à tendência que possuem de cheirar todo bocado de alimento antes de comê-lo. Dizem que um idiota usa muitas vezes a boca para catar os piolhos, ajudando assim as mãos. São frequentemente relaxados no vestir-se e não pos­suem senso de decência; e conhecem-se muitos casos de pelosidade dos seus corpos" (CHARLES DARWIN. "A ORIGEM DO HOMEM E A SELEÇÃO SEXUAL". HEMUS EDITORA, 1974, p. 48, 49).
...
"O dr. Maudsley, depois de fornecer uma série de detalhes so­bre traços animalescos nos idiotas, indaga se eles não se deve­riam ao reaparecimento de instintos primitivos — "um apagado eco de um passado distante, atestando um parentesco que o homem já quase deixou para trás". Ele acrescenta que como todo cérebro humano passa, ao longo de seu desenvolvimento, pelos mesmos estágios dos vertebrados inferiores, e como o cérebro de um idiota é retardado, podemos presumir que ele "manifestará suas funções mais primitivas e nenhuma função superior". O dr. Maudsley acredita que essa mesma hipótese pode ser estendia ao cérebro em estado de degeneração de alguns pacientes loucos. E pergunta de onde vêm "o rosnado furioso, a disposição violenta, a linguagem obscena, os uivos selvagens e os hábitos acre vos manifestados por alguns dos loucos? Por que deveria um homem, privado de sua razão, tornar-se de caráter tão brutal, como é o caso de alguns, a não ser que a natureza brutal esteja nele próprio?". A resposta, ao que parece, é afirmativa" (CHARLES DARWIN. "A EXPRESSÃO DAS EMOÇÕES NO HOMEM E NOS ANIMAIS". EDITORA COMPANHIA DAS LETRAS, 2009, p. 208).

É isso!


Das citações de Darwin

"A importante emoção da simpatia é distinta daquela do amor. Uma mãe pode amar apaixonadamente o seu filhinho adormecido e inerte, mas ao mesmo tempo dificilmente se po­de sustentar que ela sinta simpatia por ele. O amor de um ho­mem para com o seu cão é distinto da simpatia e da mesma forma aquele de um cão para com o dono. Conforme tem feito recentemente Bain, tempos atrás Adam Smith disse que a base da simpatia se acha na nossa forte memória de atos anterio­res de dor ou de prazer. De onde: "a vista de uma outra pessoa que sofra a fome, o frio, o cansaço, faz reviver em nós alguma lembrança de tais estados, que são penosos também no pen­samento". Somos assim levados a aliviar os sofrimentos de outrem a fim de ao mesmo tempo aliviar os nossos sentimen­tos dolorosos" (CHARLES DARWIN. "A Origem do Homem". Hemus Editora, 1974, p. 129).

É isso!

Eu li isso...

"Na “luta pela sobrevivência” que forneceu a metáfora básica do pensamento econômico, político, social e biológico do mundo burguês, somente os “mais capazes” sobreviveriam, sendo sua "capacitação" comprovada nao apenas por sua sobrevivência, mas também por sua dominação. A maior parte da população mundial tornou-se vitima daqueles cuja superioridade econômica, tecnológica e conseqüentemente militar era inconteste e parecia indestrutível: as economias e Estados da Europa central e setentrional e os países estabelecidos alhures por seus imigrantes, especialmente os Estados Unidos.

Eric J. Hobsbawm: "A Era do Capital"

É isso!

O credo darwinista ((rs))

Creio em Charles Darwin, poderoso cientista, criador da Seleção Natural e pai da evolução.
Creio na Seleção Natural, sua legítima filha, a soberana da natureza, a qual fora concebida após minuciosa análise dos fatos; nascida da virtude inglesa; padeceu sob o poder da igreja anglicana, foi vilipendiada, desprezada e massacrada; elevou-se ao fim do século XIX; ascendeu aos centros acadêmicos; está fincada nas escolas e universidades, donde há de permanecer até que um novo paradigma destrua seu reinado.
Creio nas mutações aleatórias; na deriva genética; no triunfo da teoria da evolução; na manutenção de nossos dogmas; na ideologia eterna. Darmém!

É isso!

O Google dando uma mãozinha ao darwinismo

"El nuevo 'Australopithecus sediba', hallado con ayuda de Google Earth" ("O novo 'Australopithecus sediba', encontrado com ajuda do Google Earth"), anunciou o site de noticias espanhol RTVE. Segundo a reportagem, tudo começou em março de 2008, quando o professor Lee Berger da Universidade de Witswatersrand, em Johannesburgo, decidiu fazer uso do Google Earth para localizar fósseis.
Será que agora, com a ajuda do Google, o darwinismo, finalmente, encontrará o "elo sagrado da evolução"?

É isso!

Charles Darwin e a "Grande Revolução Ateísta"

Embora não faça sentido associar diretamente o darwinismo ao ateísmo (muito antes de Darwin já existiam ateus), é notório o esforço de certa vertente darwinista em transformar este naturalista inglês em seu mais legítimo representante. Querem provas?

Pois bem. Cogita-se por aí a criação dum tal "Dia do Orgulho Ateu", algo semelhante ao "Dia do Orgulho Gay" ou talvez ao "Dia do Orgulho Darwinista" etc. Nada demais, afinal, toda pessoa é livre para fazer sobressair seus brios e botar para fora suas carências afetivas e seus sentimentos amordaçados pela "censura social". Ademais, todo mundo tem seu dia, ainda que este seja o dia de sua morte. Os meus, por exemplo, são os fins de semanas e os feriados, principalmente os feriados prolongados. Portanto, não questiono esse direito por reconhecimento, tanto de ateus quanto de crentes ou mesmo dos corintianos sofredores. Viva a democracia!

Agora, o que de certa forma me causa estranheza, diz respeito à data escolhida para "consagrar" o "Dia do Orgulho Ateu". Qual? Exatamente o dia 12 de fevereiro, que, por coincidência, remete ao dia de nascimento de Charles Darwin. Pelo menos é isso que anda divulgando uma tal de A
ssociação Brasileira de Ateus e Agnósticos: "Já existe uma comunidade no Orkut dedicada ao dia do orgulho ateu, onde se votou por estabelecer o dia do ateu em 12 de fevereiro, aniversário de nascimento de Charles Darwin, o eminente biólogo que deu uma das mais significativas contribuições isoladas ao conhecimento humano, que ao mesmo tempo o impeliu do cristianismo ao agnosticismo".

Mas, por que cargas d'água Charles Darwin se nem ateu ele era? Por que não, por exemplo, o famoso autor de "O Anticristo" (inimigo declarado do cristianismo), o grande filósofo alemão
Nietzsche? Ou por que não Karl Marx, outro grande inimigo da fé? Ou seria porventura "A Origem das Espécies" um livro ateísta, metaforizado por "plumas naturais" e repleto de mistérios, assim como em "O Livro Negro de São Cipriano"?

Não, o problema não está em Darwin, mas nesta nova vertente ateísta a qual já deu mostras suficientes que veio para competir com a religião, ou mais que isso: para substituí-la. Querem mais provas?

Pois bem. Não satisfeitos apenas por saírem pelas ruas em animados desfiles (talvez com grandes cartazes de Charles Darwin), esses ateus "chiques e perfumados" (como diria Enézio de Almeida), almejam a plena transformação da história. Pretendem formular um calendário exclusivamente ateu, uma espécie de "Calendário Ateísta Universal", para contrapor ao
Anno Domini e a Hégira. Seria, portanto, o fim da Era Crista e o início da tão profetizada "Darwin Era", cujo marco, coincidentemente dar-se-ia exatamente no ano de publicação do "A Origem das Espécies" de Darwin: "Por que então não deveríamos criar o nosso próprio calendário? Essa é a idéia do Universal Atheist Calendar, que propõe como zero o início real do universo como o conhecemos, há cerca de 13 bilhões de anos. Existem outras propostas como a Darwin Era, que se baseia no ano de publicação da primeira edição da Origem das Espécies, em 1859".

Mas, por que exatamente "Darwin Era"? (Seria porventura a afirmação de que Darwin já era, e que um novo paradigma faz-se necessário na ciência?) Por que não "Epicuro Era", já que este pensador grego no seu tempo rebelou-se contra a vontade dos deuses?

Não há, pois, a menor dúvida do caráter "religioso" deste novo movimento ateísta, o qual estranhamente deseja entronizar o "pai da evolução". Querem outras provas?

Pois bem. Muito mais do que a criação de um novo calendário e a decretação de uma nova era baseada na vida e obra de Darwin, esses "arautos da razão" almejam, também, "mandar Cristo embora" (ao menos desta vez, porém, não incluíram o nome do naturalista inglês): "Chega de Feliz Natal e de luzes penduradas em árvores: "Seja qual for o calendário, ele pode comportar as mais diferentes celebrações seculares. Uma das possibilidades é o Newtal, a comemoração do nascimento de Newton, no dia 25 de dezembro. Podemos continuar usando a árvore, mas pendurando maçãs para nos lembrarem da lenda sobre a formulação da lei da gravitação universal".

Querem mais?

Pois bem. Aguardem, e não tardará a surgir uma nova moeda universal cuja esfinge será a cara de Darwin. E mais diante: uma só religião (o "Darwinismo Universal"), uma só nação ( o "País de Darwin"), uma só língua (o "darwinês") e, obviamente, um só "deus"... Quem? ((rs))

É isso!

Eu li isso...

"Os dados científicos permitem, portanto, afirmar que não somente as noções de raça branca, amarela ou negra não têm um grande sentido biológico, como também boa parte da diversidade genética é observada entre os indivíduos no interior das raças. O que toma perfeitamente inverossímil que a raça branca ou amarela tenham podido adquirir aptidões mentais distintas como conseqüência da seleção natural de variantes genéticas no quadro de diferentes condições ambientais. Porque, se este fosse o caso, os indivíduos no interior das raças apresentariam com mais freqüência os mesmos alelos e, de uma raça para outra, estes alelos seriam mais frequentemente diferentes. Em outras palavras, a diversidade genética seria muito frágil dentro das raças e, entre elas, seria máxima. Mas é o inverso que observamos!
Portanto, o argumento dos autores de extrema direita que explica a desigualdade das aptidões mentais das raças através da teoria da evolução não é científica, mas certamente ideológica. Na verdade, não é necessário ser um grande psicólogo ou espistemólogo para perceber que seu discurso apenas ex­pressa em termos mais elegantes (aparentemente científicos) os tradicionais preconceitos racistas (preguiça e irracionalidade dos negros, etc.). Logo, trata-se realmente de racismo científico".

Marcel Blanc. "Os Herdeiros de Darwin". Scritta Editora. São Paulo, 1994, p. 138.

É isso!

Da galerinha de Darwin e dos seus NOVOS êxtases darwinisíacos...

O texto a seguir vai como resposta a um visitante deste blog, o qual teceu suas ponderações acerca do meu texto "Da galerinha de Darwin e dos seus êxtases darwinisíacos". O texto em destaque (letras verdes) reflete, ipsis litteris, o conteúdo postado em "Comentários" pelo pseudônimo "Ateu Próximo".Vejamos...


"A teoria da evolução é científica, pode ser e foi provada por inúmeros cientistas usando métodos completamente independentes, e acrescenta imenso à ciência".
Tenho aqui em mãos o livro "A Miséria do Historicismo", do filósofo da ciência Karl Popper. Este respeitado epistemólogo austríaco, toda vez que fez menção (em suas obras) da Teoria da Evolução, sempre lhe atribuiu apenas o status de um "enunciado histórico", a que bondosamente apelidou de "Programa Metafísico de Pesquisa". E se justificou da seguinte forma: “É metafísico por não ser suscetível de prova” ("Autobiografia Intelectual", p. 180). Para Popper, portanto, a Teoria da Evolução tem o mesmo valor do tipo de enunciado: "Charles Darwin e Francis Galton possuíam um mesmo ancestral - ambos eram netos de uma dada pessoa" ("A Miséria do Historicismo". Editora Cultrix, p. 83).
Em relação à "contribuição" do darwinismo para a ciência, embora teve lá ele sua relevância (deu impulso à Biologia, por exemplo), em termos "práticos", isto é, no aspecto de "utilidade, serventia ou proveito", não apresentou nenhum benefício que tornasse melhor a vida das pessoas em geral (com exceção dos experts, que "vivem" do darwinismo). Muito pelo contrário, trouxe grandes calamidades. Haja vista, por exemplo, a aplicação das leis biológicas à sociedade, como àquelas defendidas por Galton, Spencer, Haeckel, Darwin e outros eugenistas. Lembrando que estas mesmas "leis" foram postas em práticas por Hitler, Stalin, Mao Tse Tung, os políticos americanos e defendidas inclusive por alguns conhecidos nomes tupiniquins, como Monteiro Lobato e Euclides da Cunha.

"E não apenas para o estudo evolutivo de espécies ancestrais. O estudo da imunologia e do fabrico de vacinas e antibióticos está inteiramente ligado à evolução. Se não acredita, não devia tome antibióticos - entra num conflito de interesses".
Como assim "estudo evolutivo de espécies ancestrais"? Ora, quantos destas "espécies" foram devidamente catalogados? Aliás, qual foi o método utilizado para "provar" a existência de cada uma dessas "espécies"? Em relação ao homem, por exemplo, como foi possível provar a existência de cada um de seus ancestrais extintos? E mais: qual teria sido o "elo" direto entre o primeiro "oceânico serzinho" e aquele que pela primeira vez ousou colocar suas "patinhas de fora"? ((rs))
Quanto a vacinas e antibióticos, vide "Darwin, a gripe suína e o aparelho para desentortar bananas". Mas, para não dizer que não falei de flores, em relação à vacina, por exemplo, sabe-se que a primeira delas foi criada pelo britânico Edward Jenner, em 1798, quando Darwin sequer havia nascido. Ademais, nem mesmo nos banais Almanaques consta que Jenner se utilizou da "evolução" a fim de formular sua maravilhosa descoberta. O mesmo não fizeram Alexander Fleming (penicilina), Louis Pasteur (vacina anti-rábica), Albert Sabin (poliomielite) e tantos outros cientistas de verdade. Esses sim contribuíram em muito para melhorar o mundo. A única aplicação verdadeiramente "prática" do darwinismo deu-se na esfera social, como no caso do nazismo, que aplicou ao seu modo "o melhoramento das raças" seguindo critérios anteriormente expostos por Darwin em seu livro "A Origem do Homem".

"Pelo contrário, explica detalhadamente de que forma surgem novas espécies. E podem ser postas em tubo de ensaio. E provadas. Nenhum biólogo (sério) da actualidade duvida que a evolução exista".
Ora, como, afinal, surge uma espécie? Como se deu exatamente a transição dos invertebrados para vertebrados? De que maneira um cientista darwinista pode botar no tubo de ensaio a imensa galeria de ancestrais extintos, começando por aquele que primeiro "deu o pontapé inicial"? Como provar a ancestralidade comum num tubo de ensaio ou de que modo é possível testar a seleção natural por meio de retortas ou outros aparelhos utilizados nos modernos laboratórios?
Não apenas um biólogo sério, mas, também, qualquer pessoa séria duvida da "evolução". A questão é: que "evolução"? Verdadeiramente "evolução", isto é, mudanças nos seres vivos ao longo do tempo, nunca foi sinônimo de Teoria da Evolução. O buraco, como se diz na gíria, é muito mais embaixo.

"Essa entidade chamada Selecção Natural explica, da forma mais simples possível, como é possível formarem-se espécies diferentes".
Sim, mas, de que maneira? Porventura essa "simplificada explicação" tem que ver com a "sobrevivência dos mais aptos"? Em caso afirmativo, em que isso se diferencia de um "aparelho para desentortar bananas"?

"É a melhor e mais simples teoria que tempos hoje em dia. E até agora provou estar correcta".
Ela até pode ser boa, muito boa, todavia, como ciência é semelhante ao esdrúxulo programa do Faustão: só serve para encher lingüiça. Em outras palavras: não explica nada, a não ser que os "sobreviventes são aqueles que sobrevivem". Sem dúvida uma estupenda lógica!

"A uniformidade entre espécies permite traçar árvores genealógicas precisas".
O velho conceito de "árvore genealógica" já foi superado inclusive por muitos darwinistas (vide, por exemplo: "Darwin estava errado").

"A hipótese "Deus" é a hipótese mais elaborada e rebuscada que pode haver, e infinitamente mais complexa. E que ninguém conseguiu provar".
Nem muito menos eu tenciono fazer isto. A questão aqui não é Darwin vs Deus, mas especulações vs fatos.

"Ao contrário do espiritualismo, o evolucionismo utiliza o método científico. Assenta em provas para testar as teorias, e as provas são mais que muitas".
Como de praxe, o darwinismo sempre necessitando do "espiritualismo" para manter-se. Essa dualidade apenas mantém Darwin numa posição privilegiada na Academia. De resto, pouca ciência e muita conversa fiada.

"Além do extenso registo fóssil encontrado, das características comuns entre espécies, do aparecimento de espécies locais adaptadas, há ainda casos de evolução a surgir mesmo à frente dos nossos olhos. Tanto em laboratório, com drosófilas (moscas da fruta), como as célebres borboletas que mudaram de cor quando surgiu a revolução industrial em Inglaterra, até aos cães, às vacas domésticas, aos porcos domésticos, às galinhas, etc, etc. Está APENAS fundamentada em métodos científicos - não estamos a falar de Teologia".
REGISTRO FÓSSIL - por ser tão
contínuo como a lista dos presidentes norte-americanos é que levou Stephen Jay Gould a criar a Teoria do Equilíbrio Puntuado. ((rs))
HOMOLOGIA - o fato dos membros serem homólogos não implica que sua origem seja a mesma. Simples!
ADAPTAÇÃO - existe alguma espécie que não esteja devidamente adaptada ao seu ambiente? O que seria o caso das mariposas além de mera adaptação?

"Nesse caso não leia Dawkins, leia qualquer livro de biologia, de química, de física, de genética, de engenharia, de astronomia... de ciência vá. Leia o wikipedia:"
Entre Dawkins e a Wikipédia, ainda opto pelos maravilhosos contos dos irmãos Grimm. ((rs))

"Na minha opinião penso que você se encontra num estado de negação, em que não quer ver as provas, ou simplesmente faz por ignorá-las, pois estas entram em conflito com as suas crenças".
Na verdade, não teria problema algum em ser darwinista, desde, é claro, que "ser darwinista" significasse "ser sincero e verdadeiro". Não, definitivamente não preciso dessa ideologia pra viver!

"Tudo na teoria da evolução e nas provas apresentadas faz perfeito sentido. Tudo no criacionismo é impingido como dogma e é impossível de provar.
"
Não sei até que ponto o darwinismo existiria sem o criacionismo! Na verdade, um dos grandes tentáculos do darwinismo reside exatamente nessa "guerrinha tom-jerryana", que o mantém privilegiado, como se fosse uma árdua batalha entre ciência e razão contra trevas e ignorância.

Haja!

É isso!

Da galerinha de Darwin e dos seus êxtases darwinisíacos...

O darwinismo há muito se transformou numa espécie de seita fundamentalista. E uma característica comum entre grupos sectários radicais, diz respeito à extrema recusa em aceitar outra "verdade" além da sua própria. No darwinismo, por exemplo, duvidar do poder da Seleção Natural, da sua capacidade em gerar mudanças entre os seres vivos e na sua habilidade em construir perfeitos designs na Natureza, traduzindo para o mundo religioso, é como duvidar da virgindade perpétua de Maria ou como se recusar a rezar em Meca no feriado de Ramadã. Em outras palavras: uma verdadeira heresia.

Quando solicitado, por exemplo, a explicar de maneira clara sobre o que seria a Teoria da Evolução, um desses ultradarwinistas deslumbrado com o maravilhoso mundo de Darwin, sintetizou sua crença da seguinte maneira:

"A teoria da evolução é uma teoria científica (portanto testada e aprovada) que explica a origem das espécies e suas características a partir de espécies e características anteriores, por meio de mecanismos de herança diferencial em populações, sendo o principal deles a seleção natural.
Esta teoria é a ortodoxia da ciência moderna para explicar a origem do próprio ser humano.
Mais claro que isso, só lendo Dawkins" ("Pergunte ao Evolucionismo" - Eli Vieira).

Erros básicos:
1. "A teoria da evolução é uma teoria científica (portanto testada e aprovada):
Não pode ser científica, e menos ainda testada e aprovada, uma teoria que tem como lema "a sobrevivência do que sobrevive". O darwinismo como ciência é tão útil quanto "aparelho para desentortar bananas". Em outras palavras: acrescenta muito pouco à ciência, e menos ainda à ciência prática. Ou seja, algo que se possa traduzir em algum benefício para a sociedade em geral. Seu impacto recai essencialmente sobre questões sociais, daí o surgimento de vertentes como a sociobiologia.
2. "...explica a origem das espécies e suas características a partir de espécies e características anteriores...".
Explica cousa nenhuma! Diz apenas que a Seleção Natural e mecanismos coadjuvantes aturam entre os seres vivos, moldando-os evolutivamente ao longo de milhões de anos. Com outras palavras, é como dizer que a vida é bela porque é bela. Não explica o básico, por exemplo, acerca de que maneira surge uma nova espécie. Trata-se, pois, de um emaranhado de especulações e inferências as quais jamais poderão ser postas em um tubo de ensaio para serem pesadas, testadas, medidas e aprovadas.

3. "...por meio de mecanismos de herança diferencial em populações, sendo o principal deles a seleção natural."
Viram só? No fim tudo recai sobre esta entidade substitutiva chamada Seleção Natural, que funciona como uma alternativa a uma divindade criadora, que organiza, escolhe, seleciona, dirige e leva adiante seus elevados projetos.

4. "Esta teoria é a ortodoxia da ciência moderna para explicar a origem do próprio ser humano".
A unanimidade acadêmica do darwinismo não está fundamentada em aspectos científicos. A "ciência" neste caso serve apenas como camuflagem para uma ideologia que, no fundo, apenas se rivaliza com o espiritualismo. Esta teoria é tão "panacéica" e "muleteira" que não se conforma em apenas tentar explicar a origem do ser humano, mas, também, em dizer porque este gosta de chocolate, porque ama e odeia.

5. "Mais claro que isso, só lendo Dawkins".
Richard Dawkins sintetiza em si todo o este "êxtase darwinisíaco", essa alienação acadêmica em nome de uma suposta racionalidade, cuja essência nada mais é do que a descrença em Deus. Daí ser comum entre a galerinha de Darwin fazer uso constante desse zoólogo inglês como referência científica. Sem dúvida uma passo para o nirvana darwiniano, em que extático e estático se dirá: "Ave Darwin"! ((rs))

Haja!

É isso!

Quando o assunto é dinheiro, os opostos se atraem ((rs))

De "lado de cá" e a serviço do "reino de Deus", está o bispo Edir Macedo:
"O nosso objetivo é espalhar a Palavra de Deus por toda a internet, chegando assim às partes mais extremas do mundo e levando aqueles que vivem na angústia e na dor a terem a vida abundante prometida pelo Senhor Jesus".

Do "lado de lá" e a serviço da "ciência", encontra-se o zoólogo Richard Dawkins:
"
All donations on this page are made to The Richard Dawkins Foundation for Reason and Science, a non-profit organization, with charitable status in both US and UK".

Ambos lutando por seus ideais e por suas verdades!

É i$$o! ((r
s))

Altruísmo: uma pedra no sapato da galera de Darwin

Segundo Rémy Chauvin ("O Darwinismo ou o Fim de um Mito"), "o altruísmo é o inverso da 'luta pela vida'". Diante disso pergunta-se:

1. Afinal, como explicar o comportamento altruístico do ponto de vista da Seleção Natural e de outros mecanismos evolutivos coadjuvantes?

2. Um animal será altruísta quando se limita a ferir ligeiramente um rival, embora possa matá-lo, tendo em vista que este mesmo rival possa ser posteriormente capaz de, por sua vez, o matar?

3. Qual o interesse, do ponto de vista da Seleção Natural, de um pássaro hóspede alimentar e criar a ninhada de outro, como ocorre com o cuco? Qual o benefício desse pássaro altruísta em favorecer os interesses reprodutores do detestável parasita social?

4. Segundo explicação do darwinismo tradicional, ao beneficiar seus parentes, os atos altruístas preservem os genes altruístas, mesmo que o altruísta não seja aquele que vai perpetuá-los, de modo que, ao executá-lo, um altruísta estará na verdade aumentando sua própria representação genética em futuras gerações. Ou seja, a seleção favorecerá a preservação desses genes altruístas. Porém, o que dizer de atos altruístas em benefício de não-parentes?

5. Como o comportamento altruístico, que implica sacrifício da sobrevivência e reprodução pessoal, seria transmitido pelos parentes próximos que não revelaram tal tendência comportamental, mas podem, pelo contrário, ser terrivelmente egoístas e gozadores frios?

6. Levando em conta que o mecanismo de Seleção Natural tende a favorecer o indivíduo mais forte, mais esperto, mais inteligente e mais egoísta no sentido de preservação da própria vida e descendência, como explicar que a natureza crie heróis altruísticos mais prontos a se sacrificar pelos mais fracos? Como pode ser vantajoso, do ponto de vista da seleção natural, ajudar o rival, perdoar o inimigo, colocar o último em primeiro lugar e sacrificar a própria libido em benefício de um propósito religioso que ultrapassa o indivíduo? (PENNA, "Polemos", 2006).

É isso!