A futura evolução do homem ((rs))

A “evolução” é um processo contínuo e indefinido. Todavia, é comum ver-se a galerinha de Darwin discutir sobre a possibilidade de o ser humano, no futuro, modificar sua estrutura física. Diante disso, especula-se, por exemplo, que:

1.
O ser humano se tornará pequeno, uma vez que está se encolhendo em conseqüência da falta de exercício físico e do uso excessivo do computador.

2. O ser humano terá olhos enormes, por causa da grande quantidade informação que penetrará por meio deles.

3. O ser humano terá o cérebro cinco vezes maior do que o atual, com o conseqüente aumento da cabeça.

4. O ser humano não terá pêlos, já que não necessitará mais deles.

5. Suas orelhas ficarão tão próximas ao rosto que se tornarão dois grandes ocos de cada lado.

6. Seu nariz se encolherá de tal modo que ficará rente à cara.

A par disto, se tais previsões se confirmarem, esse será o resultado futuro da evolução da espécie humana: ((rs))
É isso!

"Encontrado iPod na tumba de Tutancâmon"

O título acima é apenas uma metáfora de uma recente descoberta realizada na Ilha de Creta, onde foram encontradas ferramentas de pedra que se supõem de uma idade de aproximadamente 130.000 anos, conforme reportagem do site National Geographic New: "

Primitive Humans Conquered Sea, Surprising Finds Suggest".

"I was flabbergasted," said Boston University archaeologist and stone-tool expert Curtis Runnels. "The idea of finding tools from this very early time period on Crete was about as believable as finding an iPod in King Tut's tomb."

Fiquei atônito”, dizia Curtis Runnels (da Universidade de Boston). “A idéia de descobrir ferramentas deste período tão remoto em Creta era quase tão incrível como encontrar um iPod na tumba do Faraó Tut”.

Bem. Toda vez que aparece um tipo de notícia como esta, nada melhor do que a velha e conhecida "cautela e canja de galinha"; sejam quais forem as especulações extraídas desta descoberta, o fato é que nada ainda é conclusivo, e que tudo aquilo que se defende hoje como verdade estabelecida, amanhã poderá vir a ser apenas uma prova de que a única verdade é a realidade.


É isso!

Criacionismo: uma invenção darwinista?

Não, isso não é uma provocação aos criacionistas!

Trata-se de uma tese defendida pelo cientista Emilio Cervantes (titular do Conselho Superior de Pesquisas Científicas, do Instituto de Recursos Naturais e Agrobiologia de Salamanca, Espanha).

Se afirmo que o criacionismo é uma invenção darwinista muitos dirão que estou louco ou que tal afirmativa é resultado de minha perturbação mental”, inicia assim seu artigo “El Criacionismo, invento darwinista.
Para começar”, segue: “não estou dizendo que a fé ou a religião sejam invenções darwinistas. Nada disso. Muito pelo contrário, associar o ter fé (no sentido de ser crente ou professar alguma religião) com ser criacionista é um erro gravíssimo, um absurdo...

Mais à frente aponta as razões que justifiquem a defesa de sua tese:
A hipótese parte da idéia de que os sistemas sociais, econômicos ou culturais dominantes, sempre usou a linguajem a seu favor, como ferramenta de dominação”. Ele faz menção, por exemplo, do fato de que o teor do verbete “Criacionista”, tanto na Wikipédia quanto na RAE (Real Academia Espanhola) foi uma invenção dos darwinistas, e que tais definições não se ajustam a qualquer que seja a realidade. Na RAE, por exemplo: “Doutrina que, em contrapartida à teoria da evolução, defende que cada uma das espécies foi resultado de um ato particular da criação”.

Mais adiante, indaga: “Quem mais se beneficia com a utilização do termo Criacionismo? A resposta surge de imediato: O darwinismo. Ao inventar um inimigo numeroso, bem disciplinado e sem argumentos científicos, os verdadeiros inimigos, cientistas bem preparados, desaparecem. Seus únicos e reais adversários carecem de critérios científicos. Mediante o desenvolvimento de um hipotético pensamento fundamentado em modelos “criacionistas” e, portanto, acientíficos, o darwinismo navega livremente pelo mar da ciência, o qual tem estado permanentemente à sua disposição. Na baiúca de seu transatlântico viaja sob seqüestro a Biologia.”

E finaliza Cervantes afirmado, para surpresa de criacionistas e darwinistas, que foi o próprio Darwin quem primeiro fez uso da palavra “Criacionista”. Por exemplo, em carta a seus amigos Huxley e Lyell:

CHARLES DARWIN TO T.H. HUXLEY.
Ilkley, November 25th [1859].

My dear Huxley,
Your letter has been forwarded to me from Down. Like a good Catholic who has received extreme unction, I can now sing “nunc dimittis.” I should have been more than contented with one quarter of what you have said.

Exactly fifteen months ago, when I put pen to paper for this volume, I had awful misgivings; and thought perhaps I had deluded myself, like so many have done, and I then fixed in my mind three judges, on whose decision I determined mentally to abide. The judges were Lyell, Hooker, and yourself.

It was this which made me so excessively anxious for your verdict. I am now contented, and can sing my nunc dimittis. What a joke it would be if I pat you on the back when you attack some immovable creationist!

---
CHARLES DARWIN TO C. LYELL.
15 Marine Parade, Eastbourne,
October 8th [1860].

My dear Lyell,
I send the [English] translation of Bronn (A MS. translation of Bronn’s chapter of objections at the end of his German translation of the ‘Origin of Species.’), the first part of the chapter with generalities and praise is not translated. There are some good hits. He makes an apparently, and in part truly, telling case against me, says that I cannot explain why one rat has a longer tail and another longer ears, etc. But he seems to muddle in assuming that these parts did not all vary together, or one part so insensibly before the other, as to be in fact contemporaneous. I might ask the creationist whether he thinks these differences in the two rats of any use, or as standing in some relation from laws of growth; and if he admits this, selection might come into play. He who thinks that God created animals unlike for mere sport or variety, as man fashions his clothes, will not admit any force in my argumentum ad hominem.


Resumindo: para este cientista espanhol, a disputa entre evolucionismo e criacionismo diz respeito a uma construção artificial, elaborada e mantida pelos darwinistas desde os tempos de Darwin. Se o criacionismo, portanto, significa fazer uso de argumentos religiosos para rebater as teses científicas, isso não o fará ter progresso algum, é claro, a não ser que os cientistas admitam como errôneo tal discurso. Finalmente, se o “criacionismo” significa contribuir com dados que revelam a existência de mecanismos complexos na natureza, os quais o darwinismo não pode explicar, neste caso não é mais criacionismo, sim pura ciência, porém não se pode esperar que isso seja incorporado a hipóteses darwinistas. Disso decorre o fato de etiquetarem o Design Inteligente de “criacionismo”.

É isso!

Wikipédia como arma darwinista

O slogan "Wikipédia, a enciclopédia livre", é uma mentira que chega a exalar mau cheiro. No âmbito específico da discussão envolvendo o darwinismo, aí, como se diria no popular, a cousa vira esculhambação. A censura aos que contestam o dogma estabelecido é rasteira e traiçoeira. Não há espaço para a democracia neste veículo que deveria ser uma fonte de informação ao público leigo em geral. Uma lástima, sem dúvida!

Veja-se, por exemplo, o item "
Design Inteligente". A deturpação chega ao nível do escandaloso. O objetivo são dois, basicamente:

1 - Tentar suprimir o mérito científico e filosófico da Teoria do Desenho Inteligente.
2 - Doutrinar a público interessado no assunto, dando ao darwinismo uma roupagem que não lhe é própria.

Em relação ao referido verbete "Design Inteligente", já de cara a mentira se faz valer. Por exemplo:

1 - "Ele é uma forma moderna do tradicional
argumento teleológico para a existência de
Deus, modificado para evitar especificações sobre a natureza ou identidade do designer."

O Tedeísmo é agnóstico quanto à identidade do Planejador: "
A inferência de que houve um plano pode ser feita com bastante segurança, mesmo que o planejador seja figura muito remota" (BEHE, p. 198).

2 - "
A idéia foi desenvolvida por um grupo de criacionistas americanos que reformularam o argumento em face à controvérsia da criação vs. evolução para contornar uma decisão judicial americana proibindo o ensino de criacionismo como ciência".

Esta tentativa de ligar o Design Inteligente ao Criacionismo tem sido uma das armas mais frequentes por parte da galera de Darwin. Todavia, é nula diante daquilo que postulam ambos os conceitos:
"Muitas pessoas pensam que questionar a evolução darwiniana significa defender o criacionismo. Da forma habitualmente entendida, o criacionismo implica a crença em que a Terra foi formada há apenas dez mil anos, uma interpretação da Bíblia ainda muito popular. Desejo deixar claro que não tenho motivos para duvidar que o universo tem os bilhões de anos de idade que os físicos alegam. Acho a ideia de ascendência comum (que todos os organismos tiveram um mesmo ancestral) muito convincente e não tenho nenhuma razão particular para pô-la cm dúvida" (BEHE, p. 15).

3 - "
Defensores do design inteligente alegam que o design inteligente seja uma teoria científica, e buscam fundamentalmente redefinir a ciência para que a mesma aceite explicações sobrenaturais."

Na verdade o Tedeísmo em nenhum momento deseja que a ciência inclua o "sobrenatural": "
O dilema é que, enquanto um lado do elefante é etiquetado como planejamento inteligente, o outro poderia ser rotulado como Deus" (BEHE, p. 234).

Enfim, uma infinidade de mentiras poderia ser facilmente citadas apenas no verbete destacado. Infelizmente não estou com tempo suficiente para continuar no momento. Mas depois volto ao assunto. Até lá, aconselho a algum interessado que confronte as mentiras de Wikipédia com aquilo que dizem os defensores do Design Inteligente, como Michael Behe e seu livro "A Caixa Preta de Darwin", publicado pela Editora Zahar.


É isso!

Darwinismo e água em pó


Ou: "A idéia mais brilhante que a humanidade já teve"

Um frutífero e interessante diálogo entre um aluno e seu professor de Biologia:

Aluno:
Professor, como surgiram as espécies?

Professor:
Mediante a Seleção Natural.

Aluno:
Como age a Seleção Natural?

Professor:
Por meio da sobrevivência do mais apto.

Aluno:
Quem é o mais apto?

Professor:
Aquele que sobrevive.

Aluno:
Então, professor, qual a diferença entre darwinismo e água em pó?


É isso! ((rs))


Darwin e sua obsessão hereditária

Dos inúmeros assuntos abordados por Charles Darwin em suas obras, um que merece destaque diz respeito à hereditariedade. A questão acarretou um impacto tão forte na vida deste naturalista ao ponto de levá-lo a criar uma teoria própria baseada na herança dos caracteres adquiridos: a estranha Pangênese. Sobre isto, escrevem seus biógrafos Desmond e Moore (os mesmos autores de “A Causa Sagrada de Darwin”):

"Mas Darwin estava relutante em abandonar a hipótese de que um órgão bem tratado e fortalecido poderia ser herdado. Durante décadas ele tinha acumulado evidências de que o físico dos comerciantes era transmitido — que os filhos dos ferreiros nasciam com o bíceps musculoso ou que marcas paternas reapareciam nos bebês. Mais e mais ele recorria a isso, tomando a pân-gênese essencial. Na Descendência tal herança era apresentada como um poderoso fator da evolução humana.

Nada iria induzi-lo a competir com Huxley, sufocando o seu deus-bebê. Portanto ele deixou Pan essencialmente intacto, permitindo literalmente que organismos crescessem de suas gêmulas herdadas. Uma amarga experiência fê-lo pensar que os seus filhos compartilhavam das suas fraquezas. Era reconfortante pensar que dividiam as suas capacidades mentais e que as gêmulas modificadas do seu cérebro jovem e sobrecarregado de trabalho tinham transmitido suas peculiares dádivas psicológicas.

Assim, o peneiramento continuava, talvez menos violentamente mas não menos efetivamente. O trabalho de Galton sobre a hereditariedade mental convencera-o."

Fonte:
A Vida de um Evolucionista Atormentado: Darwin. Adrian Desmond & James Moore – Geração Editorial. São Paulo, 1995.

Em seu famoso livro “
A Origem das Espécies”, por exemplo, há inclusive um capítulo inteiro dedicado ao assunto: "Efeitos dos hábitos e do uso ou não uso das partes; variação por correlação; hereditariedade". Destaca Darwin:

“A mudança dos hábitos produz efeitos hereditários; poderia citar-se, por exemplo, a época da floração das plantas transportadas de um clima para outro. Nos animais, o uso ou não uso das partes tem uma influência mais considerável ainda. Assim, proporcionalmente ao resto do esqueleto, os ossos da asa pesam menos e os ossos da coxa pesam mais no canário doméstico que no canário selvagem. Ora, pode incontestavelmente atribuir-se esta alteração a que o canário doméstico voa menos e marcha mais que o canário selvagem. Podemos ainda citar, como um dos efeitos do uso das partes, o desenvolvimento considerável, transmissível por hereditariedade, das mamas das vacas e das cabras nos países em que há o hábito de ordenhar estes animais, comparativamente ao estado desses órgãos nos outros países. Todos os animais domésticos têm, em alguns países, as orelhas pendentes; atribui-se esta particularidade ao fato de estes animais, tendo menos causas de alarme, acabarem por se não servir dos músculos da orelha, e esta opinião parece bem fundada” (p. 24).

Já no seu livro menos conhecido “
A Origem do Homem e a Seleção Sexual”, a questão deixa o âmbito específico dos animais e penetra de vez no homem. São inúmeras as passagens com as quais Darwin tenta justificar sua visão eugênica de herança dos caracteres físico e mentais:

“Em outro lugar discuti com bastante profundidade o assunto da hereditariedade, pelo que agora não creio neces­sário acrescentar alguma coisa mais. Quanto à transmissão, seja dos mais irrelevantes como dos mais importantes carac­teres, no caso do homem tem sido recolhido um número de dados maior do que para qualquer outro animal inferior, em bora os dados sejam bastante copiosos também para estes últimos. Assim, no que toca as faculdades mentais, a sua trans missão se manifesta nos cães, nos cavalos e nos outros ani mais domésticos. Ademais, seguramente se transmitem gos tos e hábitos particulares, a inteligência em geral, a coragem, o bom e o mau temperamento, etc. Com o homem assistimos a fatos semelhantes ern quase toda família; e agora, graças às notáveis obras de Galton, sabemos que o génio, que com­preende uma combinação extraordinariamente complexa de faculdades elevadas, tende a ser hereditário; por outro lado é igualmente certo que
aloucura e as deficiências psíquicas se transmitem nas famílias” (p. 40).

"Recentemente o Dr. Beddoe mostrou que morar nas cidades bem como algu mas ocupações exercem uma influência negativa sobre a al tura dos habitantes da Bretanha; daí se deduz que tal efeitq em certa medida é hereditário, como acontece também nos Estados Unidos. Além disso o Dr. Beddoe é de opinião que sempre que "uma raça atinge o seu máximo desenvolvimento físico, aumenta também de energia e de vigor moral” (p. 44).

“Rengger atribui as pernas magras e os braços ro bustos dos indígenas paraguaios ao fato de que gerações e mais gerações passaram quase toda a sua existência em ca noas, sem movimentar as extremidades inferiores. Outros es critores chegaram a conclusões semelhantes para casos análogos. Segundo Cranz, que viveu muitos anos com os esquimós, "os nativos crêem que a sagacidade e a destreza dos pescadores são hereditárias (a pesca constitui a sua prin­cipal arte e virtude); nisto certamente vai algo de verdadeiro, porquanto o filho de um célebre pescador se distingue, embora tenha perdido o pai em pequeno". Neste caso a ati tude mental parece ser hereditária bem como a estrutura fí sica. Está fora de dúvida que as mãos dos trabalhadores ingleses por ocasião do nascimento são maiores do que aquelas dos nobres. Pela relação que existe, ao menos em alguns casos, entre o desenvolvimento das extremidades e aquele das maxilas é possível que nas classes que não trabalham muito com as mãos e com os pés, as dimensões das maxilas sejam reduzidas por esta razão. É certo que as mesmas têm dimensões menores nos homens evoluídos e civilizados do que naqueles que se dedicam a trabalhos pesados ou nos selva gens. Mas entre os selvagens, conforme notou Herbert Spencer, o maior uso das maxilas no mastigar alimentos duros e crus agiria de modo direto sobre os músculos da mastigação e sobre os ossos a que estão unidos. Nas crianças, já muito antes do nascimento, a pele sobre a planta dos pés é mais macia do que em qualquer outra parte do corpo; e
é difícil pôr em dúvida que isto seja devido a efei tos hereditários de pressão durante uma longa série de gerações".

Todo mundo sabe que os relojoeiros e os escultores são atacados de miopia, enquanto que os homens que vivem mui­to ao ar livre e os selvagens em particular via de regra são présbitas. Miopia e presbiopia seguramente têm a ten dência de serem hereditárias. A inferioridade em que os europeus se encontram com relação aos selvagens no que diz respeito à vista e aos outros sentidos
é sem dúvida efeito acumulado e transmitido de um uso inferior no decurso de muitas gerações; com efeito Rengger narra que reiteradas vezes observou europeus que se haviam mudado e que passaram toda a vida entre os indígenas selvagens, sem con­tudo igualá-los na agudez dos sentidos. O mesmo naturalista observa que as cavidades do crânio, para receber os órgãos dos sentidos, são mais amplas nos aborígenes americanos do que nos europeus; isto provavelmente vem indicar uma cor respondente diferença na dimensão dos próprios órgãos. Blumenbach deteve-se também na cavidade nasal do crânio dos aborígenes americanos e ligou este fato com a sua notável capacidade de olfato. Os mongóis das planícies da Ásia setentrional, segundo Palias, possuem sentidos verdadeiramen te perfeitos e Prichard acredita que a considerável largura do seu crânio à altura dos zígomos deve derivar dos seus órgãos sensoriais altamente desenvolvidos” (p. 46-48).

Fonte:
Charles Darwin. “A Origem do Homem e a Seleção Sexual”. Tradução: Attílio Cancian e Eduardo Nunes Fonseca. Hemus Livraria Editora LTDA. São Paulo, 1974.


Já no seu também desconhecido livro “
A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais”, a hereditariedade norteia toda a obra. E um detalhe interessante refere-se ao fato de que, quando faz referência da herança relacionada a características mentais, é comum Darwin fazer menção de seu primo Francis Galton, o criador da Eugenia. Referindo-se, por exemplo, à hereditariedade dos gestos e cacoetes, ele faz menção numa nota de rodapé de um caso contado por Galton relacionado à herança de um sentimento de prazer transmitido de pai para filha. Diz:

“A hereditariedade de gestos habituais
é para nós tão importante que aproveito a permissão do sr. F. Galton para reproduzir com suas próprias palavras este notável caso:

"O presente relato de um hábito encontrado em três indivíduos de gera ções consecutivas tem especial interesse por ocorrer somente durante o sono, não podendo, portanto, ocorrer por imitação, mas sim naturalmente. Os dados são plenamente confiáveis, pois levantei-os em abundância e profundidade a partir de fontes independentes. A esposa de um cavalheiro com uma importan te posição descobriu que ele tinha o curioso cacoete de, quando dormindo pro fundamente, levantar o braço direito lentamente sobre o rosto até a testa, e en tão num espasmo deixá-lo cair com força sobre o nariz. O cacoete não se repetia todas as noites, mas às vezes, e independentemente de qualquer causa determinada. Algumas vezes era repetido por uma hora ou mais. O nariz desse cavalheiro era proeminente e com frequência ficava machucado pêlos golpes que recebia. Certa vez um ferimento mais grave foi produzido, que demorou para cicatrizar pela recorrência, noite após noite, dos golpes que o haviam pro vocado. Sua esposa teve de retirar o botão do punho de sua camisola, pois ele provocava fortes arranhões, e tentou-se uma maneira de amarrar seu braço.

"Muitos anos depois, seu filho casou-se com uma senhora que nada sabia desse incidente familiar. Ela, no entanto, observou a mesma peculiaridade em seu marido; mas seu nariz, por não ser particularmente proeminente, não so fria com os golpes. O cacoete não acontece quando está meio dormindo, co mo, por exemplo, quando cochila em sua poltrona, mas assim que ele dorme profundamente, os golpes podem começar. Acontece, como com seu pai, de maneira intermitente; às vezes cessando por muitas noites, outras repetindo-se durante uma parte de todas as noites. O gesto é feito, comon acontecia com seu pai, com o braço direito.

"Um de seus filhos, uma menina, herdou o mesmo cacoete. Ela o executa igualmente com o braço direito, mas de forma um pouco diferente; pois, depois de levantar o braço, não deixa o punho cair sobre seu nariz, mas mas a palma da mão meio fechada cai atingindo o nariz com razoável rapidez. Também é muito intermitente nessa criança, cessando por meses, mas por vezes repetindo-se sem parar" (p. 314).

Fonte:
Charles Darwin. “A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais”. Companhia das Letras. São Paulo, 2009.

Realmente impressiona toda esta obsessão de Darwin pela questão da hereditariedade. Lembrando que, na época, o assunto estava diretamente relacionado à questão de melhoria da "raça" humana.

Um dos argumentos utilizados pelos bajuladores de Darwin para justificar esta crença do naturalista, refere-se ao fato de que as leis da genética ainda eram desconhecidas na época. Sim, isso lá é verdade! Todavia, esses intelectuais servis esquecem-se que, mesmo após as idéias de Mendel terem sido aceitas pela comunidade científica, ainda assim a Eugenia de Galton e de Darwin continuou sob outras formas e cores. Infelizmente...

É isso!

O darwinismo como unanimidade acadêmica

Toda unanimidade é burra”, dizia o polêmico autor de “Bonitinha, mas ordinária”, Nelson Rodrigues. Obviamente que tal frase deve permanecer restrita ao tipo de unanimidade que impede a reflexão e cujo fundamento é o indiferentismo político, social e intelectual. Em outras palavras, é algo que se aceita simplesmente por uma necessidade ideológica, ou seja, porque convém às aspirações e anseios de seu tutor.

No âmbito específico das teorias científicas, é emblemático o exemplo da antiga Teoria da Flogística. Embora o “flogístico” fosse um elemento misterioso e quimérico, durante cem anos foi considerado unanimidade acadêmica à prova de qualquer questionamento. Em todo o tempo em que foi prestigiada pelos mais respeitados acadêmicos, a flogística rejeitava veementemente qualquer teoria alternativa aos seus maravilhosos dogmas. Diante de uma unanimidade intelectual tão nobre, os fatos tinham pois que se curvar à “verdade”, ainda que à base do
psicoterror acadêmico. Foi assim que homens considerados importantes para a ciência, ficaram por décadas incapazes de compreenderem as implicações de seus próprios trabalhos, permanecendo presos sob a “cadeia de força” da nomenclatura científica da época. Mas tudo isso faz parte da “estrutura das revoluções científicas”. Thomas Kuhn explica.

A versão moderna da Flogística chama-se “Teoria da Evolução”, um paradigma amplamente aceito pela elite acadêmica. É claro, com as boas e necessárias exceções. Sobre isso, comenta o biólogo molecular Michael Denton (“
Evolution”):
Não é difícil deparar-se com inversões do senso comum no pensamento evolucionista moderno, as quais lembram surpreendentemente a ginástica mental dos químicos flogísticos... O darwinista, em vez de questionar a estrutura ortodoxa como o bom senso parece impor, buscando justificar a sua posição por meio de propostas ad hoc... que para os céticos são racionalizações auto-evidentes para neutralizar o que é, em face disso, evidência negativa”.

Ser darwinista no âmbito acadêmico hoje em dia, é sinônimo de grandeza intelectual. Para seus defensores, não há, hoje, nenhuma alternativa puramente científica que postule um alicerce puramente materialista para a Biologia. Embora a evidência cumulativa da ciência para seus dogmas seja um jibóico paradoxo, o darwinismo permanece ostentando, tal qual a antiga flogóstica, uma unanimidade à prova de qualquer suspeita. Já faz tempo que substituiu a característica própria de teorias realmente científicas, para assumir dissimuladamente sua posição de doutrina, mantra e dogma. Não há buraco epistemológico que ele não se tenha feito passar. Se antes “nada fazia sentido na Biologia exceto à luz da evolução” (
Dobzhansky), hoje este poder de atuação ampliou-se, e de tal maneira que nada faz sentido também na Psicologia, na Filosofia, na Sociologia e até mesmo na Teologia sem o dedo de Darwin (Dawkins, Dennett, Sam Harris, Francis Collins etc.). Michael Behe (“A Caixa Preta de Darwin”) discorre um pouco sobre isso: A ideia de Darwin tem sido usada para explicar o bico do tentilhão, os cascos de cavalos, a coloração das mariposas e dos insetos operários, e a distribuição da vida em todo o globo c ao longo das eras. A teoria foi ampliada por alguns cientistas para interpretar até mesmo o comportamento humano: por que pessoas cm desespero cometem suicí­dio, por que adolescentes têm filhos fora do casamento, por que alguns grupos se saem melhor em testes de inteligência do que outros, por que missionários religiosos renunciam ao casamento e a filhos. Nada há ne­nhum órgão ou ideia, nenhum sentido ou pensamento, que não tenha sido objeto de elucubrações evolutivas.”

A situação atual neste âmbito específico chegou a tal ponto que o estudante de Biologia, se não professar sua crença na “Evolução”, é literalmente jogado para escanteio, ao mesmo tempo em que, sob inúmeros rótulos, é lançado no estracismo acadêmico. Quando escrevo “Evolução” não me refiro à aceitação comum de que os seres vivos mudam ao longo do tempo, mas à ideologia naturalista que se acha no livre direito de se proclamar verdade apenas por postular conceitos materialistas. Acreditar por exemplo, que uma Inteligência pôde ter originado a vida, causa constrangimento e receio, pois não é isso que pensa a maioria dos professores e doutores nos grandes centros universitários. Embora não exista em qualquer que seja estatuto das sociedades científicas uma regra que impeça de se levar adiante a hipótese de que a vida fora planejada, ainda assim ela é descartada quer seja verdadeira ou não. O importante é se sentir “racional”, ainda que isto me custe o sagrado direito de questionar e duvidar.

Neste aspecto é perfeitamente possível aplicar a frase do grande Nelson Rodrigues. Este tipo de unanimidade é realmente burra, uma vez que: não ajuda a ciência em absolutamente nada, não diz quais questões estão além da competência da ciência, não fornece diretrizes para separar a ciência
da pseudociência e nem oferece uma definição cabal sobre o que seja de fato ciência. Resumindo: é assim e pronto!
É
isso!

E a sopa estragou-se!

"For 80 years it has been accepted that early life began in a 'primordial soup' of organic molecules before evolving out of the oceans millions of years later. Today the 'soup' theory has been over turned in a pioneering paper in BioEssays which claims it was the Earth's chemical energy, from hydrothermal vents on the ocean floor, which kick-started early life."

Foram necessários 80 anos para se descobrir que a sopa estava em estado de putrefação. Durante todo esse longo tempo, pessoas intelectualmente robustas ruminaram e nutriram-se desse caldo imaginário a fim de alimentar sua fome ideológica. Agora precisam urgentemente desintoxicar-se, para não sofrer as conseqüências do uso crônico dessa enzima microbiana.

Sim, o mito da "Sopa Primordial" parece está indo para ralo, que é o lugar mais propício para alimentos em estado de decomposição.

Chegou, pois, o momento de expelir em golfadas essa substância podre, com seu odor nauseabundo e mau cheiroso. Este é o instante de lançar para fora este amontinado de vermes e bactérias, que há muito vem contaminando os nossos livros didáticos e a mente de muitas de nossas crianças.

Vomitai, pois, vossas misérias e arrojai de vós esta peçonha, que consome vossas almas e destrói vossas esperanças! Eia, eia! Limpai de vossas mentes essa imundície e esvaziai de vós esta torpeza que aniquila o bom senso e vos tornam motivos de chacotas e pilhérias de quinta categoria! ((rs))

É isso!

Darwin, a Bíblia e o ateu


Vez ou outra nos deparamos inevitavelmente com a velha e famigerada “ironia do destino”. É que a realidade está sempre aquém do nosso próprio mundo, e nem sempre se mostra favorável ao nosso ego. É quando descobrimos que “Narciso acha feio o que não é espelho”.

Não vejo lógica em se ligar o darwinismo diretamente ao ateísmo ou entendê-lo como uma doutrina anticristã, que contraria os princípios fundamentais das religiões monoteístas. Sim, não tenho a menor dúvida de que ele ofereça munição ideológica ao naturalismo filosófico, todavia não se pode afirmar categoricamente que seja incompatível com qualquer que seja a teologia. O chamado Evolucionismo Teísta tipifica muito bem este vínculo amigável entre a teologia e a Teoria da Evolução. É fato, porém, que determinada vertente darwinista transformou o darwinismo na mais potente arma contra a religião. Só depois de Darwin, disse o ideólogo Dawkins, foi possível ser um ateu intelectualmente satisfeito.

Sabe-se que o velho Darwin não foi biólogo, não trabalhou em laboratório nem lecionou em universidades. Antes, porém, estudou teologia, com a qual pretendia tornar-se um pastor anglicano. Em uma de suas crisis existenciais (dizem que após a morte prematura de um de seus filhos), no entanto, tornou-se agnóstico, embora jamais tenha negado a existência de Deus. Obviamente Darwin não podia acreditar no tipo de divindade descrita no Antigo Testamento bíblico, uma vez que muitas de narrativas atribuídas a ela chocavam-se frontalmente com sua filosofia transformista. Também é verdade que abominava a idéia de um inferno onde seriam lançados ímpios e profanos. Em sua Autobiografia, por exemplo, especificamente nos trechos omitidos por sua esposa, Darwin deixa claro porque sente ojeriza pela doutrina cristã: “
De fato, torna-se difícil compreender que alguém queira que o cristianismo seja verdade... a Bíblia parece mostrar que as pessoas que não crêem – e entre elas se incluem meu pai, meu irmão e quase todos meus melhores amigos – receberiam uma punição eterna”.

A religiosidade sempre foi uma questão que trouxe grandes tormentos na vida do velho Darwin. Ao mesmo tempo em que tentava negar a sua própria tradição religiosa, sentia-se bombardeado pelos valores judaico-cristãos que compunha a cultura inglesa naquele momento. Em seu livro “científico”, “
A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais” (que tenho em mãos) ele dá uma pequena mostra de como a influência Bíblica lhe seguia tão bem de perto. Por exemplo:

Muitos autores, antigos e atuais, perceberam os movimen­tos at
é aqui citados. Já foi demonstrado que os aborígines, em diversas partes do mundo, frequentemente demonstram vergonha olhando para baixo ou para o lado, ou mexendo os olhos sem parar. Esdras (9,6) exclama: "Oh, meu Deus! Estou envergonhado, e coro ao levantar a cabeça para vós, meu Deus". Em Isaíaa (1,6) encontramos as seguintes palavras: "Não escondo meu rosto por vergonha" (p. 274).

As ra
ças semíticas coram com facilidade, como seria de esperar, pela sua semelhança com os arianos. Assim, dos judeus está dito no Livro de Jeremias (6, 15): "Não, não estavam nem um pouco envergonhados, nem podiam corar" (p. 270).

"
H
á uma belíssima e muito conhecida descrição de um medo indefinido em Jó: "Em pensamentos provocados pêlos fantasmas da noite, quando o sono profundo envolvia os homens, fui tomado pelo medo e tremi até que todos os meus ossos ba­lançassem. Então, um espírito passou diante de meu rosto; os pêlos de minha pele levantaram-se. Ele ficou imóvel, mas eu não podia discernir sua forma: uma imagem estava diante de meus olhos, havia silêncio, e ouvi uma voz dizendo: Pode um homem mortal ser mais justo que Deus? Pode um homem ser mais puro que seu Criador?" - Jó, 4, 13-17 (p. 249).

Não restam dúvidas de que isso seja lá um golpe certeiro às aspirações ideológicas dos novos ateus militantes, os quais, além de buscar em Darwin minição ideológica para seus devaneios, são ainda incapazes de ver alguma utilidade na Bíblia e em outros livros considerados sagrados. Mas, fazer o quê?

Talvez seja o caso de amaldiçoar o velho Darwin ou, se preferir, tocar o tango argentino e dançar a valsa vienense! ((rs))

É isso!

Referência bibliográfica:
Charles Darwin: "A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais". Companhia das Letras. São Paulo, 2009.

O darwinismo como doutrina esotérica

Qualquer pessoa com o mínimo de bom senso (obviamente alguém que já não se tenha embalado no misterioso canto da sereia de Darwin) que se propõe a analisar com alguma discrição o comportamento fanatizado de certa vertente darwinista, não terá a menor dificuldade em concluir que está lidando não com gente da ciência, mas com adeptos de uma verdadeira doutrina esotérica. Apenas os iniciados em “evolução”, isto é, aqueles a quem foi dado o raro privilégio de penetrar nos insondáveis mistérios da natureza, são capazes de conhecer e praticar a verdade em sua total plenitude.

Dentre os muitos princípios que norteiam essa doutrina essencialmente cabalística, um deles refere-se à crença na origem da vida como resultado de mecanismos cegos e aleatórios a partir de uma sopa temperada por meras casualidades.

Segundo os líderes místicos dessa seita, no início tudo se resumia num serzinho unicelular e invisível, o qual, aproveitando-se de “acúmulos de erros” (a que denominam de mutações) cresceu e desenvolveu-se até se transformar num elefante, num pé de bananeira e em Charles Darwin.
Semelhantemente aos antigos sacerdotes da deusa Cibele, os “oráculos evolucionistas” encerram-se em seus templos sagrados, onde são tomados por experiências darwinísticas extremas. Os profanos não adentram seus invioláveis umbrais.

Os ultradarwinistas, como são tecnicamente chamados, são tão cientistas quanto os antigos alquimistas, porém com a vantagem de serem mais milagreiros que estes. E, tal como na Alquimia, o ultradarwinismo também tem sua pedra filosofal, a que dão o carinhoso nome de Seleção Natural, uma força poderosa e mágica, que trabalha na calada do tempo a favor do mais forte e contra o menos apto.

Outra característica dessa seita esotericamente radical, diz respeito à forte intolerância exercida contra qualquer forma de pensamento que se destoa de suas tradições formalizadas. Quem, por negligência ou por puro desconhecimento, ousa contestar os dogmas estabelecidos, é logo mandado aos Torquemadas da ciência, sendo também obrigado a usar o “sanbenito” da religiosidade forçada.

Não há verdade fora de seus templos. Serão aviltados e humilhados todos quantos se opuserem a suas inquestionáveis verdades. O braço forte dessa inquisição sem fogueiras está devidamente oficializado e bem aparelhado ideologicamente e, portanto, pode perpetuar o terror acadêmico sem a preocupação de ir parar em algum Tribunal de Direito à Dignidade Humana.

Não se sabe até quando este dogma se manterá como paradigma da verdade; não se sabe quantos ainda terão suas carreiras menosprezadas, seus méritos denegridos, seus anos de estudos reduzidos a estereótipos e seus conhecimentos estigmatizados por ideais quiméricos.

Mas a história revela que castelos desmoronam, que reis são guilhotinados, que impérios são destruídos, que exércitos são aniquilados e que a força bruta pode ser vencida com flores e pensamentos.

É isso!

Uma questão de "lógica"

Em seu interessante artigo “El evolucionismo y sus ramificações: ciencia y religión”, o professor de ética social da Universidade da Califórnia”, Juan A. Herrero Brasas, toca numa ferida há muito exposta no darwinismo: a extrema incapacidade de mecanismos cegos e aleatórios terem originado a sofisticação do organismo humano. Ele faz menção, por exemplo, da famosa especulação do astrônomo Arthur Edington. Em 1929 este cientista afirmou que, dado o tempo suficiente, um batalhão de chimpanzés teclando ao acaso acabariam escrevendo todas as obras existentes no museu britânico. Todavia, segundo Brasas, as diversas ramificações da matemática e a probabilística, valendo-se dos últimos avanços da informática, demonstraram o completo fracasso dessa predição, transformando a questão num enorme desafio para os evolucionistas.

Um exemplo concreto, cita Brasas, refere-se à análise das probabilidades realizada por Michael Starbird, da Universidade de Texas, acerca da possibilidade de se construir a frase
shakespeareiana to be or not to be a partir de uma combinação de 18 caracteres e espaços digitados ao acaso. De acordo com esta análise matemática, caso tivéssemos um bilhão de chimpanzés teclando uma vez por segundo, ao acaso, uma combinação de 18 letras e espaços (os que ocupam a referida frase), desde o início do Universo, durante aproximadamente 13.700 milhões de anos, a probabilidade de que para o instante atual algumas dessas teclas, ao acaso, tenham originado to be or not to be é UMA entre um MIL MILHÕES. Em outras palavras, o aparecimento de tal frase ao acaso é infinitamente mais improvável do que ganhar a mais difícil das loterias comprando apenas um único bilhete.

Portanto, imaginar que milhões de coincidências fortuitas, mutações e combinações de mutações ao acaso, durante milhões e milhões de anos, tenham dado origem à extrema sofisticação do organismo humano e todo o restante da natureza implica numa lógica nada diferente daquela em que uma princesa fez levantar o príncipe encantado com seu doce e molhado beijo.

Mas tudo é questão de fé. E fé não se pesa ou se dimensiona: apenas se crer, e pronto!

É isso!

Como surgiram os seres humanos?

Um pouco de humor, porque hoje é quinta-feira e ninguém é de ferro! ((rs))

Uma garotinha pergunta a sua mãe:
- Mãe, como surgiram os seres humanos?
A mãe responde:
- Deus criou Adão e Eva e eles tiveram muitos filhos e assim apareceu os seres humanos.
Dias depois, a menina dirige-se ao pai e faz a mesma pergunta:
- Pai, como surgiram os seres humanos?
O pai explica:
- Há milhares de anos existiam macacos que aos poucos foram evoluindo até chegar nos humanos de hoje.
A garotinha um tanto confusa retorna à mãe e indaga:
- Mãe, como é possível que a senhora diga que viemos de Adão e Eva e papai diga que viemos do macaco?
A mãe então responde:
- Simples, querida! Eu falei da minha família e teu pai da família dele.


É isso!

Conhecendo um ULTRAdarwinista

Sabe aquele darwinista deslumbrado, intolerante, radical, obstinado, teimoso e metido a cientista de Harvard, Sorbonne e Oxford?

Aquele darwinista multifário, do tipo o último gênio da lâmpada mágica e o ilustríssimo baluarte da lídima ciência e do saber?

Pois é muito fácil distinguir esta beldade de Darwin. Geralmente apresenta uma ou mais das seguintes características:

1. Está sempre com um diploma “pendurado no pescoço”, normalmente o de biólogo; faz disso uma arma inflamada contra os “leigos” em evolução, como se esta fosse uma espécie de doutrina secreta acessível apenas a iniciados, assim como na Cabala.

2. Sentem-se profundamente ofendidos e magoados quando se “fala mal de Darwin”. Para estes darwinistas, muito mais do que um dos idealizadores da Teoria da Evolução, o naturalista inglês foi o homem “que matou Deus”, representando a luz que dissipou as trevas da ignorância religiosa, erguendo ao mundo o verdadeiro estandarte do conhecimento e da razão.

3. Acreditam que todos os fenômenos relacionados ao ser humano, dos simples aos mais bizarros, podem ser explicados à luz da Teoria da Evolução, tais como: o suicídio, a depressão, a virgindade, a homossexualidade, o alcoolismo, o celibato, o estupro, entre tantos outros.

4. Embora insistam que a Teoria da Evolução não versa acerca da origem da vida, são veementes em atacar aqueles que excluem Darwin na explicação desse extraordinário fenômeno.

5. Normalmente são adeptos das “fórmulas prontas”. Ao discorrerem, por exemplo, sobre os intermediários evolutivos, apontam sempre para os mesmos e massacrados exemplos; e, ao se tratar das dificuldades epistêmicas do darwinismo, não escusam uma resposta mediante um dos muitos mecanismos evolutivos ad infinitum, o principal, é claro, a Seleção Natural.

6. São hiper-sensíveis aos seus delicados dogmas.

7. Não toleram críticas e argumentos contra a Teoria da Evolução.

8. Vivem paranoicamente a rotular todos os críticos de Darwin de criacionistas e fundamentalistas, como se o mundo fosse um imenso “Yin e Yang”, onde a ciência, obviamente a Teoria da Evolução, precisa derrotar a todo custo os “fanáticos religiosos” que se levantam contra a razão.

9. Embora não admitam publicamente, de algum modo estão sempre ligando as idéias de Darwin ao ateísmo, como se uma cousa fosse conseqüência de outra.

10. São geralmente cheios de mimos, esbanjando uma jibóica delicadeza quando são contestados. São, nos dizeres de Enézio: “os chiques e perfumados a la Dawkins”.

É isso!