Algumas razões porque não sou darwinista...

Para Richard Dawkins e outros que trilham pela mesma vertente dogmática da Teoria da Evolução, ser darwinista não é uma questão de escolha, mas de lógica: “É absolutamente seguro dizer que, se você encontrar alguém que afirme não acreditar na evolução, esta pessoa é ignorante, imbecil ou insana (ou maligna, mas eu prefiro não considerá-la assim”, afirmou ele numa dada entrevista. O “acreditar na evolução”, para Dawkins, necessariamente implica em acreditar, por exemplo, que a Seleção Natural moldou os seres vivos ao longo da história e que isso se deu mediante o rígido e estrito processo gradualista. Em outras palavras significa acreditar na “evolução” nos moldes tais quais foram concebidos pelo naturalista inglês Charles Darwin, e sem reservas.

Desta forma, mesmo que alguém veja como convincente a idéia de ascendência comum, isto é, que todos os organismos tiveram um mesmo ancestral (o Michael Behe, por exemplo), se tal pessoa não se converter à doutrina darwinista, ou seja, se não rastejar pelo "templo sagrado de Darwin", ainda assim não escapará de um rótulo qualquer, em geral o de religioso. A Teoria da Evolução para esses darwinistas está acima de qualquer suspeita e apenas um fundamentalista religioso pode duvidar dela. Assim, a questão deixa o campo científico e passa a ser uma questão fé. Em outras palavras, dogma.

O paradoxo é simplesmente jibóico, uma vez que, ao mesmo tempo em que condenam os críticos de serem fundamentalistas religiosos, eles mesmos seguem à risca pelo mesmo atalho que criticam. Daí o caráter escancaradamente ideológico do darwinismo. Construíram suas próprias prisões epistemológicas e nelas permanecem presos como os grandes arautos da racionalidade e do saber. São os “iluministas iluminados” pelo brilho da falsa ciência. E assim caminha humanidade, ou melhor, a mediocridade.

Isso explica em partes porque me recuso a beijar os pés de Darwin e rolar pelos falsos tapetes dessa falsa ciência.

É isso!

"Universo aberto"

Se há algo porque tenho alguma aversão, este algo são o determinismo religioso e o determinismo genético. O primeiro por colocar o ser humano numa posição de títere (marionete, fantoche, bonifrate) de alguma divindade manipuladora, que o controla conforme seus caprichos e vontades; o outro, por dar legitimidade à ordem social vigente. No caso específico do determinismo genético, a xenofobia e a guerra, por exemplo, seriam conseqüências inevitáveis de um instinto tribal de posse de um território e de um instinto bélico, cujo objetivo seria a propagação dos genes. Segundo esta vertente darwinista defendida pela chamada Sociobiologia, existem genes para os mais variados tipos de comportamentos: genes do altruísmo, genes da religiosidade, genes da violência, genes do egoísmo etc.

O determinismo (seja qual for sua esfera) sintetiza de certo modo aquele quase latente desejo humano em se ver livre de responsabilidades sociais num mundo que se mostra em perene conturbação. É comum no determinismo religioso culpar-se os demônios por certos males que acometem a sociedade. No determinismo genético, o papel dos tais “demônios” recai sobre os genes, que se tornam os responsáveis por uma ampla variedade de comportamentos humanos específicos. Assim, se no determinismo religioso há os demônios da doença, do alcoolismo, da prostituição, da dissolução dos bons costumes, do fracasso financeiro etc.; no determinismo genético, por sua vez, atuam os genes do amor, da vaidade, do caráter, da espiritualidade, da compaixão, entre tantos outros.

Em seu livro “
O Universo Aberto: argumentos a favor do indeterminismo”, Karl Popper tenta mostrar que nem mesmo a validade da física clássica nos imporia qualquer doutrina determinista acerca do mundo. Ele resume muito bem sua postura contra o determinismo com as seguintes palavras: “Nenhuma boa razão foi até agora apresentada contra a abertura do nosso universo ou contra o fato de coisas radicalmente novas estarem constantemente a emergir dele; e nenhuma boa razão foi até agora dada que tivesse lançado dúvidas acerca da liberdade e criatividade humanas, uma criatividade que é restringida e inspirada também pela estrutura interna do mundo” (p. 129, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1988).

É isso!

Eu li isso...

"O sedutor conceito biológico de que "a ontogenia recapitula a fílogenia" não dependia da aceitação da herança de caracteres adquiridos. Assim, a despeito de repetidos ataques, sobreviveu em manuais de embriologia, para além tanto da concepção lamarckia-na quanto da vida de Freud. Todavia, Freud, aceitando as concep­ções desenvolvidas por Darwin na Variação — e que foram reiteradas em todas as obras darwinianas posteriores — sobre a herança de caracteres adquiridos, inclusive os mentais, pôde aplicar à psicologia humana a teoria da recapitulação. Esta, freqüentemente atribuída a Haeckel, foi reintegrada na biologia moderna por Darwin, no Gap. 13 da primeira Origem, "como a explicação da ampla diferença, em muitas classes, entre o embrião e o animal adulto, e da estreita semelhança dos embriões dentro da mesma classe" (1988, 1: 88-89). Stephen J. Gould, professor de geologia em Harvard, recorda ter aprendido isto como a "doutrina de Haeckel ... cinquenta anos depois de ter sido abandonada pela ciência" (1977, p. 1). Fascinado por esse tema "atualmente desprezado", chegou a escrever todo um livro sobre ele (Ontogenia e Filogenia [1977])."

Em:

"
A Influência de Darwin sobre Freud". Lucille B. Ritvo, Imago Editora. Rio de Janeiro, 1990, p. 102.

É isso!

A evolução das reconstruções: homem de Neanderthal

É isso!

Cientistas antidarwinistas - I

Há quem pense erroneamente que ser antidarwinista e contestar alguns dos dogmas da teoria evolutiva seja sinônimo de criacionismo. BESTEIRA!

Na verdade, essa tem sido uma das estratégias de retórica mais comum entre os defensores do naturalista inglês: rotular de religiosos aqueles que "vêem algo de podre no reino de Charles Darwin"; aqueles que não estão satisfeitos com a imposição inquisitorial do darwinismo como lídima e verdadeira ciência; aqueles que se recusam a rastejar pelos falsos tapetes de ciência que se estendem sedutoramente nas grandes universidades em torno da figura de Darwin; aqueles que acreditam em novas alternativas e que não se conformam no fato da Biologia ser reduzida ao simples escopo da Teoria da Evolução.

Há vários cientistas sérios, os quais não estão comprometidos com nenhuma crença religiosa, mas apenas desejam manifestar sua liberdade de negar o "FATO" que se chama darwinismo, ou ao menos contestá-lo naquilo que, na sua essência, faz parte não da ciência mas de uma ideologia. Entre outros nomes faço menção dos:

RÉMY CHAUVIN
"A alternativa à qual os darwinistas gostariam de condenar os seus contraditores não tem, pois, grande consistência: não há apenas dois partidos, mas três: acreditar em Darwin, acreditar na criação sob a sua forma mais ingênua, ou o terceiro partido, o mais objectivo: confessar que se sabe demasiadamente pouco para se poder avançar uma conclusão, seja ela qual for... Esta última conclusão é a que tem a minha preferência, e não sou o único a aderir a ela..." ("O Darwinismo ou o Fim de um Mito")

MÁXIMO SANDÍN
"Foi necessário muito poder (...) para controlar as instituições científicas, para instaurar o darwinismo, e se faz necessário muito poder para mantê-lo. As poucas pessoas que formam o verdadeiro poder, as mesmas que controlam as fontes de energia, as multinacionais farmacêuticas e biotecnológicas, têm um grande interesse em que se mantenha a concepção darwinista da realidade ... Já a concepção reducionista dos genes e o acaso são fundamentais para seus projetos.” (em uma entrevista)

EMILIO CERVANTES
"A combinação de mutação ao acaso e seleção natural é uma das mais estranhas e estéreis produções da ciência. Porém, é essencial para a manutenção do edifício que com freqüência se vem chamando “moderna teoria evolutiva.” (Biología e pensamiento)

MICHAEL BEHE
"Da mesma maneira que a biologia teve de ser reinterpretada após a descoberta da complexidade da vida microscópica, portanto, o neodarwinismo tem de ser repensado à luz dos progressos na bioquímica. As disciplinas científicas que faziam parte da síntese evolutiva eram todas não-moleculares. Ainda assim, para que fosse verdadeira, a teoria darwiniana da evolução teria que explicar a estrutura molecular da vida." ("A Caixa Preta de Darwin").

É isso!

"Evolucionismo: Guia para curiosos e desorientados"


Evolucionismo y Conocimiento Racional: Guía para curiosos y desorientados”, de Felipe Aizpún:

"O debate sobre as origens é essencialmente um debate científico, cujas implicações filosóficas são inevitáveis. Quando falamos de um mecanismo biológico para um hipotético evento evolutivo nos movemos ao âmbito da ciência; quando falamos do acaso como causa desse mesmo evento, ou quando defendemos a inferência do desenho, estamos proporcionando justificativas casuais que transcendem o âmbito da ciência."

Em entrevista a
Cristian Aguirre, vice-presidente da OIACDI.

É isso!

"Darwin Esporte Clube" ((rs))

Estamos em pleno clima de Copa do Mundo, o maior espetáculo da Terra, é claro, depois da Teoria da Evolução! ((rs))

Copa do Mundo é futebol, e futebol nos remete a chutes, e chutes nos leva ao darwinismo, que nos conduz à diversão. E como hoje é quarta-feira e ninguém é de ferro, achei por bem organizar aquele “time do sonho” do “darwinismo universal”, com os “craques” que compuseram a equipe evolutiva ao longo de sua história.
Trata-se do “Darwin Esporte Clube” (D.E.C.). Um maravilhoso time formado pelos mais ardorosos defensores da doutrina darwinista, começando obviamente pelo seu grande e imponente líder, Mister Charles Robert Darwin. Vejamos...

TÉCNICO (no Brasil: “professor”): CHARLES DARWIN
Embora o conceito de “evolução” esteja muito além da figura de Darwin, coube a ele os “louros” da vitória, ou melhor, a "taça" ganhada com o suor dos outros. É como diz Nélio Bizzo, em “O que é darwinismo”: "Darwin não entendia nada de herança biológica, mas no outro tipo de herança era ‘expert’”. Tinha recebido verdadeira fortuna do pai (cerca de 250 mil dólares). Mesmo sem nunca ter trabalhado, conseguiu ampliá-la... A teoria darwinista baseia-se fundamentalmente na suposição de que os organismos evoluem porque se adaptam às condições do ambiente. Pode haver visão mais cômoda para um jovem burguês almofadinha, interessado em manter a disciplina de seus empregados?" (Editora Brasiliense, p. 56).

GOLEIRO (“guarda-redes”): THOMAS HUXLEY
Huxley foi sem dúvida a pessoa que mais “segurou a bola” de Darwin. Além de contemporâneo do naturalista, foi seu mais fiel amigo até a morte. Por sua defesa ardorosa aos ideais do autor de "A Origem das Espécies", recebeu ele a alcunha de "Bulldog de Darwin". Durante o “Memorial de Darwin”, em 1885, escreveu com extrema empolgação: "Conversar com Darwin trazia sempre a lembrança de Sócrates. Havia o mesmo desejo em encontrar alguém mais sábio do que ele; a mesma crença na soberania da razão; o mesmo bom humor imediato; o mesmo interesse colaborativo em todas as formas e trabalhos dos homens. Em vez de desistir a respeito dos problemas da Natureza, considerando-os impossíveis de solução, nosso filósofo moderno dedicou sua vida inteira em atacá-los com o mesmo espírito de Heráclito e de Demócrito, cujos resultados são a substância da qual suas especulações eram apenas sombras auspiciosas” (Darwiniana: 'A Origem das Espécies' em debate". Madras Editora. tradução: Fulvio Lubisco. São Paulo, 2006).

ZAGUEIRO (“central”): ERNST HAECKEL
Haeckel foi um dos ideólogos que verdadeiramente “vestiu a camisa do darwinismo” como ideologia social. Pode-se metaforicamente dizer que era darwinista até no “DNA”. Na Alemanha do Hitler, ele foi o garoto-propaganda de Charles Darwin, aquele que levou a teoria da evolução à discussão acadêmica. Darwin, por sua vez, via em Heackel um grande aliado. Em “A Origem do Homem” escreveu: “Este último naturalista (Haeckel), além da sua grande obra Generelle Morfologie(1866), publicou recentemente (1868, com uma segunda edição em 1870) Natürliche Schõpfungs-geschichte, na qual discute a fundo a genealogia do homem. Se este trabalho tivesse aparecido antes que eu escrevesse o meu ensaio, provavelmente não o teria nunca completado. Quase todas as minhas conclusões vi-as confirmadas por este naturalista cujo conhecimento em muitos pontos é mais completo do que o meu. Sempre que chegue a fatos ou opiniões expressos nos escritos do prof. Haeckel, tenho o cuidado de citá-los no texto; outros particulares deixei-os tais quais cons tavam originariamente do meu manuscrito, apoiando-me oca sionalmente nas notas relativas à sua obra, à guisa de confir mação de pontos mais duvidosos ou interessantes” (Hemus Editora, 1974, p. 12, 13). Haeckel era tão habilidoso na manipulação de dados que chegou ao ponto de falsificar embriões a fim de “provar” que sua teoria era a expressão da mais "pura verdade". Gould teceu longos comentários sobre isso.

LATERAL DIREITO: RONALD FISCHER
Dawkins, com sua peculiar modéstia, atribuiu a Fischer o mérito de ser “o maior sucessor de Darwin”. Este biólogo inglês atuou no “time de Darwin” pelo “campo” da genética das populações, utilizando-se das estatísticas como arma em prol da teoria evolutiva.

LATERAL ESQUERDO: THOMAS MORGAN
No “time de Darwin”, esse geneticista americano atuou também pelo lado da genética. Foi dele a criação do maior “mascote” darwinista, a Drosophila, o bichinho de estimação da galera de Darwin ainda hoje, que a utiliza em demasia como verdadeiro exemplo de “evolução em tempo real”, como se uma antena (asa, cores) a mais na cabeça do bichinho fosse sinônimo indiscutível de “especiação”.

MEIO-CAMPO (“volante”, “cabeça-de-área”): THEODOSIUS DOBZJANSKY
Foi desse biólogo e geneticista a famosa frase: “nada em Biologia faz sentido exceto à luz da evolução”, que se tornou o grande grito de guerra dos “torcedores de Darwin”, os quais com isso buscam restringir os fenômenos biológicos à teoria evolutiva, como se a Biologia fosse mera conseqüência das idéias do "A Origem das Espécies", de Darwin.

ALA DIREITO: J.B.S. HALDANE
Esse geneticista e biólogo inglês também atuou, juntamente com Ronald Fisher e Sewall Wright, no campo da chamada genética das populações, porém, sua principal contribuição remete ao seu grande chute sobre a origem da vida.

ALA ESQUERDO: SEWALL WRIGHT
Tal qual Fischer e Haldane, Wright atacou também no âmbito da genética populacional, sendo peça-chave no desenvolvimento da chamada Síntese Evolutiva Moderna, uma continuação do darwinismo sob novo rótulo epistêmico.

MEIA-ARMADOR (”meia-de-ligação”): GEORGE GAYLORD SIMPSON
Simpson é considerado o mais influente dos paleontologistas no século XX, outro que teve papel destacado na elaboração da seita quase-moribunda, o neodarwinismo.

MEIO-CAMPISTA LATERAL (DIREITO): ERNST MAYR
Ernst foi um dos mais ardorosos defensores dos ideais darwinistas no século passado, sendo um dos autores evolucionistas mais citados nos livros didáticos na atualidade. Destacou-se no campo da taxonomia, enfatizando a supremacia da Seleção Natural na formação das espécies.

MEIO-CAMPISTA LATERAL (ESQUERDO): WILLIAM D. HAMILTON
Hamilton foi um dos maiores ideólogos darwinistas, o fundador da disciplina denominada Sociobiologia, com a qual empurrou os dogmas darwinistas para o âmbito social, dando margem a uma nova forma de racismo baseada no determinismo genético.

MEIA-ATACANTE (“meia ofensiva”): RICHARD DAWKINS
Esse zoólogo inglês levou o darwinismo às suas últimas conseqüências, tornando-se no mais ofensivo pregador do neo-ateísmo. Segundo ele, somente depois de Darwin é que uma pessoa pôde se tornar intelectualmente satisfeita.

É isso!

Filho de chimpanzé com mulher ((rs))

A imaginação da galera de Darwin anda cada vez mais fértil. E não é para menos, afinal, no mundo de Darwin tudo pode dar pé, inclusive um macaco fazer um filho numa mulher. Pois é...

Até é possível imaginar a imprensa ideologicamente comprometida, todinha de sentinela e com um turbilhão de holofotes acesos, na iminência do tão ansiado “NASCEU!”

Exagero?
Pode até ser, porém, motivos não me faltam para conceber na imaginação este hipotético e maravilhoso evento evolutivo. Veja-se, por exemplo, o seguinte diálogo extraído de um conhecido site de relacionamento, especificamente de um fórum de debates intitulado “Evolução”, com mais de 10 mil membros:

MEMBRO 1:
Penso que dessa experiência tenebrosa sairia um hibrido fértil, não?
Já que a diferença genética entre as duas espécies é bem pequena...

MEMBRO 2:
“Já cruzaram camelo com lhama que estão separados por 10 milhões de anos. Acho que seria possível cruzamento de homem com chimpanzé.

MEMBRO 3:
Eu não ficaria surpresa em saber que tal experimento já foi feito.
Caso já tenha sido feito, imagino que seria com sêmen humano inseminado em uma pobre chimpanzé. O contrário traria muito mais confusão.
Quanto ao ser nascido é provável que seja tão fértil quanto aos muares.
Havendo cientistas que se fazem de próprias cobaias não duvido se algum já usou seu próprio sêmen para tanto.”

MEMBRO 4:
O russo Ilya Ivanovich Ivanov tentou fazer um híbrido humano-macaco no começo do século passado - ali pelos anos de 1920 a 1930.
Especificamente sobre chimpanzé, ele fez três tentativas inseminando fêmeas com esperma humano. Não houve gravidez em nenhuma delas.
É provável que não se formem híbridos viáveis. Férteis, então, é muito improvável pela diferença cariotípica entre as espécies: o pareamento e separação dos homólogos na gametogênese tenderiam a ser problemática."


MEMBRO 5:
“Li que um experimento em laboratório testou se o espermatozóide humano conseguiria fecundar (in vitro) óvulos de outros primatas. Os gametas masculinos humanos conseguiram fecundar todos os óvulos de todas as espécies de macacos antropóides, até os gibões. A partir dai, dos primatas mais afastados não houve sucesso.

MEMBRO 6:
Realmente eu queria que essa e outras experiências fossem feitas.
Quem sabe num futuro próximo alguém patrocine essas experiências em algum país que não tem essas frescurites.”

Bem. Diante da “hipotética hipótese” deste “maravilhoso evento evolutivo” (o êxtase darwiniano multiplicado por 666), fiquei a imaginar como seria essa criatura quase mística, esse ser concebido por obra da suprema ovulação, sem a inédita participação da grande “parteira” darwiniana, a Seleção Natural. Vejamos alguns candidatos:

É isso!

O darwinismo e sua propaganda enganosa

Se não fora as entusiasmadas aspirações ideológicas que se depositam em torno de Charles Darwin, seria um tanto complicado entender porque os feitos de Isaac Newton e Albert Einstein, por exemplo, se comparados aos do naturalista inglês, são assim tão insignificantes no que se refere à divulgação na mídia de um modo em geral. Abra-se qualquer seção de ciência de qualquer jornal, e lá estará Darwin com suas alvíssimas barbas a subtrair os méritos dos verdadeiros e dignos nomes da ciência.

Há alguns instantes, como costumeiramente faço, estava a pesquisar alguns livros numa conhecida livraria online de São Paulo, e por pura curiosidade, prendi minha atenção em algumas sinopses de obras sobre o naturalista inglês, com o intuito de observar como se dá na propaganda livresca o encômio servil ao autor de "A Origem das Espécies". O resultado pode ser visto a seguir. Os textos em destaques (letras vermelhas) são uma referência direta à exagerada bajulação que se faz ao "homem que teve a idéia mais espetacular do mundo", conforme o seu bajulador-mor, o filósofo Daniel Dennett.

1. Do livro "A Goeleda de Darwin", de Sandro de Souza:
"Charles Darwin, reconhecido mundialmente por ter influenciado o meio científico com suas pesquisas sobre a evolução das espécies, é o tema deste livro. O biólogo Sandro de Souza escreve para o público leigo e expõe como funciona a ciência natural. Sandro comprova por que os resultados e as explicações obtidos por meio do método de Darwin figuram entre os conhecimentos mais confiáveis de que podemos dispor."

2. Do livro "A Causa Sagrada de Darwin", de
Adrian Desmond e James Moore:
"Adrian Desmond e James Moore dão uma explicação sobre a maneira pela qual Darwin chegou à sua teoria da evolução, que atribui todas as formas de vida a um ancestral comum. Segundo os autores, as ideias abolicionistas defendidas por Darwin o guiaram na formulação de suas principais descobertas científicas. Darwin deu a todos os seres uma origem comum, libertando-os dos maiores apologistas da escravidão, que acreditavam que negros e brancos tinham se originado como espécies separadas. Um estudo sobre o cientista do século XIX. A obra foi publicada para celebrar o bicentenário do nascimento de Darwin e o aniversário de 150 anos de A origem das espécies.

3. Do livro "
Charles Darwin - A Revolução da Evolução", Rebecca Stefoff e Laura Teixeira Motta:
"A origem das espécies", publicado em 1858, transformou o modo de ver o mundo e fez de Charles Darwin um dos cientistas mais importantes de todos os tempos. Em 'A revolução da evolução', a autora narra toda a controvérsia causada pelas teorias de Darwin, e mostra por que elas continuam a ser debatidas até os dias de hoje, mesmo tendo sido comprovadas quase que por completo depois de sua morte. Para entender como Darwin chegou à idéia de seleção natural, Stefoff descreve sua formação como cientista e reconstrói sua viagem de cinco anos ao redor do globo, à bordo do Beagle. (Foi durante essa viagem que Darwin fez seu famoso estudo nas Ilhas Galapágos e traçou as primeiras linhas do que viria a ser uma das mais estrondosas descobertas científicas do século XIX). Mais que isso, ela examina, com base em notas e diários, a personalidade do cientista e todo o processo de reflexão que culminou em sua grande descoberta."

4. Do livro "A Ilha de Darwin", de Steve Jones e Janaina Castilho:
"Um ensaio sobre as obras menos conhecidas, mas importantes quanto 'A origem das espécies', de Charles Darwin. O cientista passou a maior parte do tempo de pesquisa na Inglaterra, sua terra natal, onde escreveu cerca de 20 livros sobre assuntos diversos como as emoções humanas e minhocas. Além de informações sobre o trabalho feito fora das Ilhas Galápagos, Jones discorre a respeito da vida familiar e da personalidade genial e cativante de Darwin."

5. Do livro "O Jardim de Darwin", de Michael Boulter.
"Os jardins e a estufa de Down House forneceram a matéria-prima para que Darwin continuasse suas observações e experiências e escrevesse seus principais trabalhos, inclusive - 'A origem das espécies'. Michael Boulter mostra que as pesquisas que Darwin fez no jardin de Down House pavimentaram o caminho para a moderna genética e o estudo das cadeias alimentares e da biodiversidade."

É isso!

Apartheid e darwinismo social

Embora a origem do racismo sul africano remonte ao antigo tempo da colonização (no de 1652 o colonialista fugitivo do Brasil Jan van Riebeek batizou os negros africanos de "swart atinkende Hondon", literalmente: "cachorros negros fedorentos"), é fato que o desenvolvimento do chamado apartheid (em africânder: "separação") deu-se num período que se pode situar entre 1910 e 1950, um momento histórico no qual o darwinismo social deixou profundas marcas nas diversas sociedades ao redor do mundo, principalmente mediante a ideologia eugenista de "purificação" racial. Não é mera coincidência o fato do apartheid ter se erguido sob o comando do império neocolonialista inglês, onde nasceu Darwin e a eugenia, esta por obra do primo do naturalista, o antropólogo Francis Galton. Na África os ideais de "superioridade racial" defendidos por Charles Darwin foram postos em prática por meio de um regime de terror, em que prevalecia a máxima darwinista de "sobrevivência do mais apto". O "mais apto", obviamente tinha o poder econômico e bélico.

O apartheid foi um dos regimes raciais que mais durou durante todo o século XX. Seu fim deu-se após inúmeras rebeliões de grupos nativos, cujo principal expoente foi o grande Nelson Mandela, que permaneceu preso por mais de 20 anos, até o fim do regime em 1990. Durante todo esse tempo o branco europeu impôs aos legítimos donos da terra uma série de leis para beneficiá-lo e manter os negros literalmente separados. Joel Rufino dos Santos, em seu livrinho "O que é RACISMO" nos oferece uma noção de como funcionava este terrível sistema de segregação racial, em vigor desde 1948:

  • Mesmo que resida legalmente numa cidade, nenhum africano possui o direito de ter consigo mulher, filhos, sobrinhos ou netos por período superior a 72 horas.
  • Sempre que julgar oportuno, o presidente do Estado pode declarar uma área propriedade do grupo branco, mesmo que até então ela tenha sido ocupada por não-brancos.
  • Qualquer africano maior de 16 anos é obrigado a carregar um "livro de referência". Se for pego sem ele, será punido com multa e prisão de um mês.
  • Um operário africano que se ausente do traba­lho por 24 horas, além de ser demitido, será punido com multa e prisão de três meses.
  • Se um trabalhador branco morre em acidente de trabalho, seus descendentes têm direito a indenização e, ainda, a pensão mensal baseada em seu salário. Os descendentes de um africano que morra por acidente de trabalho não têm direito a pensão mensal, somente a uma indeni­zação fixada pelo comissário do trabalho.
  • Um africano que dirija uma classe de leitura e escrita em sua própria casa, mesmo gratuita, pode ser multado e preso durante seis meses. Aquele que, durante uma reunião, incitar um auditório negro a ação de protestos contra as leis do apartheid será multado e aprisionado por cinco anos.
  • Nenhum africano pode ser membro de um júri formado para um processo penal, mesmo que o acusado seja um africano (Abril Cultural - Editora Brasiliense, 1984, p. 15, 16).
Em seu livro "A Origem do Homem e a Seleção Sexual", o inglês Charles Darwin fez questão de realçar a superioridade imperialista de sua nação, a Inglaterra. Escreveu ele:

"Os not
áveis êxitos dos ingleses como colonizadores, em comparação com outras nações europeias, foram atribuídos à sua "energia audaz e persistente"; um resultado que ficou bem evidenciado ao comparar o progresso dos canadenses de ex-tração inglesa e francesa; mas, quem pode dizer como é que os ingleses adquiriram a sua energia? Aparentemente existe muita verdade na opinião de que os maravilhosos progressos dos Estados Unidos e o caráter deste povo são o resultado da seleção natural; com efeito, os homens mais enérgicos, irre­quietos e corajosos de todas as parte da Europa emigraram durante as últimas dez ou doze gerações para esse grande país e lá tiveram o melhor êxito. Olhando para o futuro dis­tante, não creio que o Revdo. Zincke sustente uma hipótese exagerada quando afirma: "Todas as outras séries de aconte­cimentos — como da civilização espiritual da Grécia ou aque­la do Império Romano — parecem ter um significado e um valor somente quando pensadas em conexão ou antes como subsidiárias da grande cheia da emigração anglo-saxônia no ocidente". Por mais obscuro que seja o progresso da ci­vilização, podemos pelo menos ver que uma nação que, du­rante um período prolongado, produziu o máximo número de homens de maior intelecto, enérgicos, corajosos, patrióticos, generosos, em geral deveria prevalecer sobre as nações menos favorecidas.

A seleção natural deriva da luta pela existência e esta de uma rápida taxa de aumento. Não é possível deixar de lamen­tar a taxa com que o homem tende a aumentar; mas se isto é prudente, é outra questão. Efetivamente, nas tribos bárba­ras isto leva ao infanticídios e a muitos outros males e, nas nações civilizadas, à pobreza abjeta, ao celibato e aos matri­mónios mais tardios dos homens prudentes. Mas, dado que o homem está sujeito aos mesmos males físicos dos animais inferiores, ele não tem o direito de esperar por uma imuni­dade contra os males resultantes da luta pela existência. Se nos temos primitivos não tivesse estado sujeito à seleção natural, seguramente não teria atingido a situação atual" (Hemus Editora, 1974, p. 170).

A "superioridade" dos ingleses, portanto, segundo Darwin, podia ser explicada mediante a seleção natural. A opressão que eles exerceram sobre os povos africanos estava assim devidamente "justificada". Os negros "decaíram" no processo evolucionário, e cabiam apenas aos "civilizados" brancos a dominação dessas "raças inferiores". O resultado de tudo isso ainda hoje é percebido no país da Copa, onde os brancos continuam superiores economicamente e onde a maior parte da população mal consegue viver com a mínima dignidade.

Eis aqui mais outra faceta da ideologia darwinista ao longo de sua história.

É isso!

Eu li isso..

“A natureza, segundo Darwin, é produto do acaso e do esforço cego, e o homem uma mutação solitária e inteligente, lutando com os brutos pelo seu sustento. Para alguns, o sentimento de perda foi irrevogável, como se o cordão umbilical tivesse sido cortado e os homens se descobrissem parte de “um Universo frio e impassível”. Ao contrário da natureza concebida pelos gregos, pelo iluminismo e pela tradição cristã racionalista, a natureza darwiniana não tinha qualquer indicação sobre o comportamento humano, nenhuma resposta para os dilemas morais humanos”.

Por:
J. W. Burrow na Introdução de "A Origem das Espécies", 1974 – pg.34

É isso!

A arca de Noé: "o retorno"

Uma notícia recente acirrou ainda mais a eterna briga entre criacionistas e darwinistas. Segundo matéria publicada no jornal Estadão: "Um grupo de arqueólogos chineses e turcos afirmou ter localizado a bíblica Arca de Noé no topo do Monte Ararat, na Turquia". De acordo com a mesma matéria: "Um dos membros do grupo, o documentarista chinês Yang Ving disse que foi localizada uma estrutura de madeira antiga a uma altitude de 4 mil metros no Ararat, que está localizado próximo à fronteira com o Irã."

A notícia foi comemorada pelos criacionistas como um poderoso golpe contra a Teoria da Evolução: "
Se for verdade", escreveu um deles: "será o fim da teoria da evolução, porque comprovaria de fato que as camadas geológicas e os fósseis foram resultados do grande dilúvio universal como sempre afirmaram os criacionistas".

Bem. O que me chamou a atenção em tudo isso não foi a suposta descoberta da lendária arca de Noé, mas de como uma especulação deste viés fez acender os brios tanto de criacionistas quanto de darwinistas, os quais sempre encontrarão "bons" motivos para manter interminável esta guerrinha "tom-jerryana": cada um com suas armas, cada um com suas verdades.

É isso!