Animais do futuro

No ano passado, foi realizada na França uma exposição denominada "Animais do Futuro", que procurava mostrar como seria a fauna do planeta terra daqui há alguns milhões de anos, com base numa projeção feita a partir das mudanças climáticas e dos movimentos das placas terrestres e, é claro, "em tudo que se conhece de evolução" atualmente. O resultado pode ser visto nos exemplos, a seguir, extraídos do site BBC.
É viver para ver!!!((rs))

Visitantes observam "lula-macaco". Descendente da lula, evoluiria para animal terrestre. Como seus ancestrais, não possuiria esqueleto e manteria oito braços e dois tentáculos com ventosas. Viveria em florestas densas e possuiria visão desenvolvida, com olhos situados em duas espécies de hastes.

Este seria o descendente do macaco uacari de cara vermelha, da Amazônia. Em 5 milhões de anos, a floresta tropical seria susbstituída pela savana e os uacaris desceriam das árvores, que não existiriam mais. Não usariam mais as caudas para se balançar entre os galhos e sim para se comunicar.

O "oisson", existiria dentro de 200 milhões de anos, descendente dos peixes-voadores. As nadadeiras dos peixes-voadores permitem planar em uma distância de até 100 metros. As de seus descendentes se tornariam verdadeiras asas. Como o beija-flor, poderia voar rápido e permanecer imóvel no ar.

Lesma com 30 cm de altura existiria em 200 milhões de anos. A água seria um elemento tão raro que a pele se tornaria dura e com escamas, como a de um réptil. Para conservar sua umidade corporal, ele não poderia mais se arrastar para se deslocar, se moveria pulando.

Criaturas marinhas dotadas de uma concha e inúmeras patas longas. Com a extinção de boa parte dos animais marinhos, esses descendente dos crustáceos (caranguejos, camarões, lagostas) teriam pés flexíveis e articulados, carapaça protetora e passariam a ter uma cauda flexível para nadar.

O "tortunossauro" evoluiria a partir da tartaruga gigante. Esse réptil, em 100 milhões de anos, seria o maior animal terrestre, com sete metros de altura. Maior do que um dinossauro, seu peso, de 120 toneladas, seria 40 vezes maior do que o de um elefante. Perderia a maior parte de sua carapaça.

Este animal seria semelhante aos grandes pássaros terrestres. Devido às suas patas potentes, ele seria um dos caçadores mais rápidos da Amazônia. Ele encontraria sua comida no chão e somente utilizaria suas asas curtas para se equilibrar ao correr, como um avestruz.

O "grande planador azul" seria um passáro que viveria nos picos das montanhas. Como ele passaria a maior parte do tempo nos ares, a evolução lhe dotaria de dois pares de asas, com 15 metros de comprimento. Para se proteger do Sol, ele possuiria plumagem azul metálica, para refletir a luz.

Enquanto o ancestral desse roedor, a capivara, apresenta um pêlo mais denso, o "cuirasson" possui em suas costas uma carapaça com escamas, com pêlos duros e espessos, semelhantes aos do porco-espinho.

Textos das ilustrações, site da BBC


É isso!

Pequenas diferenças, grandes negócios

Embora os percentuais de comparação de semelhança genética entre o homem o chimpanzé sejam todos ilusórios do ponto de vista da própria realidade genética, a galerinha de Darwin sempre faz uso deles a fim de afirmar o “fato” como de fato um "fato" acima de qualquer fato. Todavia, sequer há consenso nos resultados dessas pesquisas, conforme exemplos a seguir:

1ª PESQUISA:
For example: Marks J. 2002. What It Means to Be 98% Chimpanzee: Apes, People, and Their Genes. University of California Press, Berkeley. 325 pages.
Resultado: 98% de semelhança

2ª PESQUISA:
Wildman DE, Uddin M, Liu G, Grossman LI, Goodman M. 2003. Implications of natural selection in shaping 99.4% nonsynonymous DNA identity between humans and chimpanzees: Enlarging genus Homo. Proceedings of the National Academy of Sciences (USA) 100:7181-7188.
Resultado: 99,4% de semelhança

3ª PESQUISA:
Fujiyama A, Watanabe A, Toyoda A, Taylor TD, Itoh T, Tsai S-F, Park H-S, Yaspo M-L, Lehrach H, Chen Z, Fu G, Saitou N, Osoegawa K, de Jong PJ, SutoY, Hattori M, Sakaki1 Y. 2000. Construction and Analysis of a Human-Chimpanzee Comparative Clone Map. Science 295:313-134.
Resultado: 98,77% de semelhança

4ª PESQUISA:
Britten, R.J. 2002. Divergence between samples of chimpanzee and human DNA sequences is 5% counting indels. Proceedings of the National Academy of Sciences (USA) 99:13633-13635.
Resultado: 95% de semelhança

5ª PESQUISA:
The Chimpanzee Sequencing and Analysis Consortium. 2005. Initial sequence of the chimpanzee genome and comparison with the human genome. Nature 437:69-87.
Resultado: 96% de semelhança.

É isso!

Arte Simialista

Se antes o que nos separava dos símios era irrisória cifra de 1% de diferença genética, agora, finalmente, eles nos superaram!
Que se cuidem Da Vinci, Monet, Picasso, Van Gogh, Renoir, Munch, entre outros muitos mestres da pintura universal. Se não, vejamos... ((rs))

Fonte:
Freakingnews


É isso!

A Origem do Homem...


Segundo... ((rs))

É isso!

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Adaptado de:
The DESCENT of MAN

Curiosidades darwinistas

Voce sabia que o prestigiado livro de Darwin, "A Origem das Espécies por meio da Seleção Natural", inicialmente, em 1859, tinha por título o pomposo nome "On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life"("Sobre a origem das espécies por meio da seleção natural ou a preservação das raças favorecidas na luta pela existência")? E que a abreviação foi uma tentativa de tornar o naturalista inglês mais "politicamente correto", sem a conotação racista do título inicial?

Pois é...
1ª Edição do "A Origem das Espécies"

É isso!

Eu li isso...

"O darwinismo social estava, portanto, desde o início, associado a uma defesa da sociedade capitalista, a uma apologia do laissez-faire econômico e social. Em seguida, associou-se rapidamente a ideologias eugenistas e racistas. A eugenia (como vimos no primeiro capítulo) foi uma doutrina fundada em 1881 pelo primo de Darwin, Francis Galton (1822-1911). Tinha como objetivo aperfeiçoar a raça (leia-se raça superior) encorajando a reprodução dos indivíduos mais dotados (leia-se os inventores, os dirigentes, etc.), e desencorajando a dos menos aptos.

As ligações do darwinismo social com o racismo
científico foram meticulosamente elaborados pelo antropólogo francês Georges Vacher de Lapouge (1854-1936), que publi­cou, notadamente, uma obra intitulada L' Aryen. Para ele, o sucesso social estava relacionado ao fato de se pertencer a uma raça, e as raças eram desiguais, algumas superiores, como os arianos, outras inferiores (judeus, negros, etc.).

Vacher de La­pouge criticava o darwinismo social e é preciso reconhecer que alguns trabalhos de Darwin caminhavam no sentido do
racismo científico. Um bom número de biólogos atuais dificil­mente o aceitam e chegam a negá-lo pura e simplesmente. No entanto, mesmo o título completo da principal obra de Darwin é por demais explícito: Sobre a origem das espécies por meio da seleção natural ou a preservação das raças favorecidas na luta pela existência.

E em The Descent the Man, algumas passagens são claras. Darwin escreveu neste livro que existe uma hierar­quia das raças, com as inferiores sendo representadas pêlos selvagens (os negros da África e da Oceania; os índios da Amé
rica do Sul, etc.); as superiores pêlos civilizados, com as na­ções europeias representando o topo da civilização, segundo a expressão do próprio Darwin.

E acrescenta: foi a evolução por meio da seleção natural que conduziu imperceptivelmente, por gradações sucessivas, raças inferiores a superiores. Re­conhece-se aqui a aplicação dessa teoria evolucionista, por ele estabelecida, ao homem: a transição gradual de um tipo de população a outro, m
ais evoluído."

É isso!

Fonte:
"Os Herdeiros de Darwin", de Marcel Blanc, Editora Ascritta. São Paulo, 1994, p. 184-186

Charles Darwin e Edir Macedo: confronto ideológico

Não, não pensem que Edir Macedo se inspirou em Darwin para construir seu império financeiro. De forma alguma!
Para um ultradarwinista, colocar Darwin no mesmo paralelo do bispo da Igreja Universal, seria o cúmulo de todas as heresias. Um absurdo!

- "É o desespero criacionista", diriam os mais exaltados!

- "É a obsessão recalcada pseudo-religiosa de sempre", justificaria um ou outro mais apegado ao naturalista.

Bem. Embora não faça sentido algum imaginar que Edir Macedo tenha feito uso do “A Origem das Espécies” para elaborar seu Estatuto Doutrinário, em alguns aspectos é perfeitamente possível fazer um confronto ideológico entre ambos os personagens, pelo menos em âmbitos específicos, como, por exemplo:

A LÓGICA DO CAPITAL
Em seu livrinho “O que é Darwinismo”, Nélio Bizzo faz uma afirmação sobre Charles Darwin que deixa qualquer ultradarwinista de cabelo em pé:


“Não era só o mecanismo da seleção natural que reproduzia os elementos essenciais da sociedade inglesa. No darwinismo original, como vimos, as vantagens adquiridas por indivíduo eram herdadas pelos descendentes. Darwin não entendia nada de herança biológica, mas no outro tipo de herança era ‘expert’. Tinha recebido verdadeira fortuna do pai (cerca de 250 mil dólares). Mesmo sem nunca ter trabalhado, conseguiu ampliá-la e seu destino era certo. Seus filhos a herdariam. O conceito de propriedade estava profundamente arraigado em Darwin e na sociedade em que vivia.

A teoria evolucionista baseia-se fundamentalmente na suposição de que os organismos evoluem porque se adaptam às condições do ambiente. Pode haver visão mãos cômoda para um jovem burguês almofadinha, interessado em manter a disciplina de seus empregados?"
(p. 56).

A lógica de Darwin, segundo este biólogo, era a lógica do capital. Portanto uma lógica nada destoante daquela do bispo Edir Macedo, que, em cerca de 30 anos conseguiu montar um verdadeiro “império econômico”, no qual está incluído um dos maiores conjuntos de empresas de comunicação do país.

No que concerne, por exemplo, à viagem de Darwin no Beagle, o mesmo Bizzo surpreende:

“Sua tarefa parecia consistir em observar, reconhecer os ambientes economicamente importantes para a Coroa Inglesa. Já naquela altura as matérias-primas eram cada vez mais necessárias para um país que passava por uma revolução industrial” (p.52).


E, de acordo com este autor:
“A viagem de Charles Darwin ao redor do mundo não era movida por interesses ‘filantrópicos”, como ele próprio pensava. A Coroa inglesa tinha grande interesse no extremo sul da América. Incentivava clandestinamente a independência da Argentina. Tinha conquistado pela força as Ilhas Malvinas, mudando seu nome para Falklands. Explorava a zona litorânea, mapeando cuidadosamente a costa. Tinha interesse em manter relações amistosas e comerciais, com os nativos ou colonos, onde já existiam” (p.46).

Fonte:
Nélio Bizzo. "O que é Darwinismo", Editora Brasiliense, 1989.

Sim, é claro!
Aos que alienadamente imagina que Darwin foi apenas e tão somente “um ilustre cientista inglês que revolucionou o pensamento biológico no fim do século XIX, o qual juntou-se ao navio de pesquisa Beagle, como naturalista e geólogo, para uma longa viagem ao redor do mundo, da qual coletou inúmeras informações que o levou a escrever a obra a qual serviu como base à Teoria da Evolução”, tais ponderações do biólogo Bizzo caem no mesmo âmbito da absurda heresia. Todavia, faz-se mister realçar essa outra pertinente declaração deste eminente professor da USP:

“Quando proponho uma aproximação crítica de Darwin muitas pessoas são levadas a tomar-me como um mero oportunista, uma vez que ele não está mais aqui para se defender. Acho que esta interpretação é por demais simplista.
Essas mesmas pessoas se espantam em saber que eu fiz uma verdadeira peregrinação jesuítica aos lugares em que Darwin viveu. Fui a Shrewsbury, entrei no quarto onde ele nasceu (a casa é uma repartição pública hoje em dia) visitei a escola onde estudou, o castelo medieval que existe diante dela, fui a Edimburgo, conheci a faculdade de Medicina, o estuário do rio Forth, onde ele fazia coletas assistido pelo professor Grant, um lamarckista fanático que depois se tornaria deputado revolucionário em Londres, além de sua escola em Cambridge, o Christís College, seus aposentos, sua segunda casa em Londres (a primeira delas, onde teve a ideia da seleção natural, foi demolida para a construção da garagem de um supermercado), sua casa em Downe, etc. Enfim, um roteiro de uma verdadeira macaca de auditório.
Além disso, meu projeto de doutorado me levou a trabalhar com seus manuscritos originais, com sua biblioteca pessoal, seus escritos íntimos e até mesmo os de sua esposa, Emma, em Cambridge, Londres e Downe.
Tenho anotadas as datas das menstruações de Emma por um período de mais de dez anos antes dela ter tido seu último filho. Ser um fã não significa ser um adulador, um cego do ponto de vista intelectual. Defendo uma aproximação crítica, procurando compreender o autor dentro do contexto que ele viveu, em sua época, com seus valores. Isso não significa que eu deva compartilhá-los, à moda de alguns de seus admiradores, como Robert Wright."

Fonte:

“Darwinismo, ciência e ideologia”. In: “Pesspectivas em Epistemologia e História das Ciências” - Universidade Estadual de Feira de Santana, 1997, p. 147, 148.

Darwin e Macedo tem, portanto, a mesma ambição pelo vil metal; além, é claro, do interesse em tornar seus objetivos ideológicos "universais." Enquanto o primeiro fincou sua ideologia no materialismo filosófico, sob a égide do conceito de “sobrevivência do mais forte fisicamente”, este outro, por sua vez, estabeleceu suas idéias no conceito de “sobrevivência do mais forte espiritualmente.”

Os pobres, para Darwin, eram fracos mentalmente, e de tal forma que os ricos, ou seja, os “mais hábeis”, deveriam abster-se de contrair matrimônio com os “mais fracos, evitando desta forma que a pobreza se propagassem para seus descendentes. Macedo, por sua vez, enxerga a pobreza não como resultado da desigualdade social e da má distribuição de renda, mas pela falta de fé. Quem, por alguma procela da vida, enfrenta a adversidade financeira, provavelmente tem algum pecado, ou, mais acertadamente na visão do Macedo, “está roubando a Deus”. Daí os rituais de chantagem emocional em seus cultos nas suas muitas igrejas. Paralelamente para Macedo, a pobreza é uma maldição hereditária, que, se não quebrada, pode prosseguir e ser transmitida às futuras gerações.

Por tudo isso, metaforicamente pode-se afirmar que, em termos ideológicos Macedo é uma espécie de “darwinista social”. É claro, criacionista por convicção!

É isso

La evolución del hombre


Eis aí mais um exemplo de "evolução" acontecendo em tempo real! ((rs))


É isso!

Entrevistando Darwin:


"As mulheres"

Veja também:
Entrevistando Darwin: "Religiosidade, fé e crença em Deus"
Entrevistando Darwin: "os selvagens"

As “respostas” de Darwin, a seguir, foram todas extraídas do seu livro “A Origem do Homem e a Seleção Sexual”, da tradução para o português de autoria de Attílio Cancian e Eduardo Nunes Fonseca, publicado pela Hemus Editora.



H.D.:
Mister Darwin, vamos falar, hoje, de um assunto palpitante, extremamente palpitante: as mulheres! Sim, é bem verdade que no seu tempo, lá durante os idos da antiga Inglaterra vitoriana, as mulheres não eram assim muito bem honradas. Desta forma, ao entrevistá-lo acerca desta questão, vou considerar obviamente o contexto histórico no qual o senhor estava inserido. Sendo assim, vamos ao que realmente interessa: as mulheres. Afinal, como o senhor vê a mulher em relação ao homem? Em que sentido o homem difere exatamente da mulher?

DARWIN:
"O homem é mais corajoso, belicoso e enérgico e possui um espírito mais inventivo. O seu cérebro é muito maior, sem dúvida, mas ainda não se conseguiu constatar se é ou não proporcional às suas maiores dimensões.
As crianças masculinas e femininas assemelham-se, como a prole de tantos outros animais cujos adultos diferem notavelmente; também elas se parecem mais com a fêmea do que com o macho adulto. No fim a fêmea assume, porém, alguns caracteres distintivos e na formação do crânio parece assumir um caráter intermediário entre o menino e o homem" (p. 641).

H.D.:
Certo, mas como se deu exatamente esta distinção em termos evolutivos?

DARWIN:
"É provável que a seleção sexual tenha desempenhado um papel importantíssimo nas diferenças desta natureza. Sei que alguns estudiosos duvidam da existência de tal diferença, mas ela é pelo menos provável em face da analogia com animais inferiores que apresentam outros caracteres sexuais secundários. Ninguém duvidará que o touro tem um comportamento diferente daquele da vaca, o javali daquele da porca, o garanhão daquele da égua e, como todos sabem, os machos dos grandes símios daquele das suas fêmeas. A mulher parece diferir do homem na atitude mental, sobretudo em razão da maior ternura e da menor dose de egoísmo; isto se verifica também entre os selvagens, conforme demonstra uma conhecida passagem das Viagens de Mungo Park e pelas observações feitas por muitos outros viajantes" (p. 647)

H.D.:
Não há então, segundo o senhor, nenhum aspecto em que a mulher supera o homem?

DARWIN:

“Em geral se crê que a mulher supera o homem na intuição, na maneira rápida como entende as coisas e talvez na imitação, mas pelo menos algumas dessas faculdades são características das raças inferiores e por conseguinte de um estágio de civilização mais baixo e já ultrapassado" (p. 648).

H.D.:
Embora o senhor já tenha realçado a "superioridade" masculina, em termos de distinção entre ambos os sexos o que mais prevalece como vantagem para homem, isso levando em conta a luta pela sobrevivência?

DARWIN:
"A distinção principal nos poderes mentais dos dois sexos reside no fato de que o homem chega antes que a mulher em toda ação que empreenda, requeira ela um pensamento profundo ou então razão, imaginação, ou simplesmente o uso das mãos e dos sentidos. Se houvesse dois grupos de homens e mulheres que mais sobressaíssem na poesia, na pintura, na escultura, na música (trate-se da composição ou da execução), na história, nas ciências e filosofia, não poderia haver termos de comparação. Baseados na lei do desvio da média, tão bem ilustrada por Galton em seu livro Hereditary Genius, podemos também concluir que, se em muitas disciplinas os homens são decididamente superiores às mulheres, o poder mental médio do homem é superior àquele destas últimas" (p. 649).

H.D.:
E o que mais contribuiu nesse processo de distinção entre ambos os sexos?

DARWIN:
“Estas faculdades, como também o gênio, devem ter-se desenvolvido no homem em parte por meio da seleção sexual, isto é, pela luta com machos rivais, e em parte através da seleção natural, ou seja, pelo êxito na luta contínua pela existência; visto que em ambos os casos a luta se terá dado durante a idade madura, os caracteres obtidos devem ter sido transmitidos de maneira mais perfeita à prole masculina do que à feminina" (p. 650).

H.D.:
Evolutivamente, apenas como suposição, o que seria necessário à mulher para que alcance vantagens semelhantes às do homem?

DARWIN:
"Para que fosse capaz de alcançar o mesmo nível do homem, quando em idade quase adulta, a mulher deveria praticar a energia e a perseverança e exercitar ao máximo a razão e a imaginação; provavelmente poderia então transmitir tais qualidades às filhas adultas. Seja como for, as mulheres não poderiam alcançar estes resultados, a menos que durante muitas gerações aquelas que excedem nas supraditas qualidades se casassem e dessem ao mundo mais filhos do que as outras" (p. 651).

H.D.:
E o que exatamente contribui para que haja um aumento na desigualdade entre ambos os sexos?

DARWIN:
"Com respeito à força corpórea, já temos visto que, embora os homens não combatam pelas suas mulheres, pois que tal forma de seleção já está superada, na maturidade eles devem sustentar uma dura luta para manter a si mesmos e a família; e isto vem contribuir para conservar e aumentar as suas qualidades mentais e conseqüentemente a atual desigualdade entre os dois sexos” (p. 651).

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É isso!

A evolução da criatividade


É isso!

Charles Darwin e Allan Kardec: confronto ideológico

Se fôssemos pensar o darwinismo à luz das doutrinas religiosas, qual religião melhor se adaptaria aos ideais propostos pelo naturalista inglês Charles Darwin?

Bem. Não restam dúvidas de que o Espiritismo é a escolha mais coerente sob este ponto de vista. Sim, pois como é sabido, o pai da religião espírita, o francês Allan Kardec, ao construir suas doutrinas fez uso abundante dos pressupostos evolutivos, mais exatamente da evolução como idéia de progresso. Ademais, o Espiritismo, tal qual o Darwinismo, faz questão de lograr para si o status de "ciência", e ciência "de fato", diga-se de passagem!

E sobre o assunto, faço referência de um livro de autoria de
Hebe Laghi de Souza, no qual esta afinidade é defendida como sendo um diálogo ideologicamente possível. O título é: Darwin e Kardec: Um Diálogo Possível, publicado pela Editora Allan Kardec.

Vejamos a síntese do livro, conforme o site espírita citado logo abaixo:

"A obra contribui para diminuir a distância entre os dois polos do conhecimento em que se pôs o Homem por inércia, orgulho, vaidade ou medo. As leis da natureza, reveladas por Charles Darwin, se põem paralelas às do mundo espiritual, codificadas por Allan Kardec. Livro indicado a todos os que desejarem entender o ser espiritual que somos, nosso destino futuro, o que fazemos aqui, a razão da existência de um sistema evolutivo aparentemente cruel e os motivos de nossa vivência sujeita a obstáculos e sofrimentos."

Fonte:

Pontualismo VS Neodarwinismo

O que teria levado Stephen Jay Gould e Niles Eldredge a criar o Pontualismo (ou Teoria do Equilíbrio Pontuado)?

Vamos as alternativas. Escolha uma:

a) - O Equilíbrio Pontuado foi uma reação dos darwinistas contra o ensino do criacionismo nas escolas americanas;


b) - O Equilíbrio Pontuado nasceu com o intuito de colaborar na manutenção dos status epistêmico da Teoria Sintética ou Neodarwinismo;


c) - O Equilíbrio Pontuado foi apenas um modo que os darwinistas encontraram a fim de melhor explicar o ritmo lento da evolução ou gradualismo;


d) - O Equilíbrio Pontuado fundamentou seus conceitos no Adaptacionismo e na defesa irrestrita da Seleção Natural como veículo central da Teoria da Evolução;


e) - O Equilíbrio Pontuado é, na verdade, uma crítica incisiva à ortodoxia gradualista do Neodarwinismo, bem como uma contestação enérgica ao Adaptacionismo e uma tentativa de salvar o darwinismo do caos epistêmico.


É isso!

Pérolas Darwinistas


O adaptacionismo a la Dr. Pangloss
“A tarefa da engenharia reversa na biologia é um exercício de imaginar ‘o que a Mãe Natureza tinha em mente’. Essa estratégia conhecida como adaptacionismo, tem sido um método surpreendentemente poderoso, gerando muitos saltos espetaculares de inferência que foram confirmados – juntamente com alguns que não foram, é claro”.
[...]
“O raciocínio adaptacionista não é opcional; ele é a alma da biologia evolutiva. Embora possa ser suplementado, e suas falhas consertadas, acho que deslocá-lo de sua posição central na biologia é imaginar não só a ruína do darwinismo como o colapso da bioquímica moderna e de todas as ciências da vida e da medicina”.

Daniel Dennett, em "A Perigosa Idéia de Darwin". Rio de Janeiro, Rocco, 1998.

Estórias darwinistas: “o outro lado do suicídio”

Estando a folhar o livro "A Beleza da Fera", de Natalie Angier, deparei-me com um título que sintetiza muito bem a capacidade imaginativa da galera de Darwin, especialmente a turminha "Evo Psy", que usa e abusa dos pressupostos evolutivos a fim de explicar os mais variados tipos de comportamentos humanos. Neste caso específico a fantasia recai sobre um assunto deveras complexo, o qual tem suscitado os mais controversos debates: o suicídio.

Inicia a autora:
“Numa análise direta, o suicídio afronta as leis da natureza e fere o poderoso instinto que comanda todos os seres a lutarem por suas vidas até que não mais possam lutar”. E continua:

“No entanto, através de uma contabilidade evolutiva racional, o suicídio não pode ser explicado inteiramente como uma aberração violenta ou uma patologia humana
que fique além dos fluxos e apelos da seleção natural e da adaptação”. E não pára por aí:

“A taxa, dizem alguns geneticistas evolutivos
é muito grande para ser explicada através de fórmulas corriqueiras como doença social ou ocorrências casuais de doenças psiquiátricas”. E, agora, vejamos onde exatamente ela quer chegar:

"Em vez disso, a persistência do suicídio em altas taxas na maior parte das culturas mundiais revela um componente evolutivo subjacente, uma possível racionalização darwinista para um ato que muito freqüentemente parece irracional.”

Ou seja: na ausência de uma explicação convincente do ponto de vista científico, enfia-se aí um dos mais variados componentes evolutivos e pronto! Depois me criticam por encontrar material para humor no darwinismo!

Mas, vejam só a explicação de Natalie Angier acerca da questão:

Apesar de tudo, pode haver explicações plausíveis na história da evolução para, ao menos, alguns atos autodestrutivos.

Um sem-número de teóricos propõe que o impulso de se matar pode ser uma expressão de um instinto na direção do auto-sacrifício, para o bem dos parentes que sobrevivem, ou porque esses parentes serão salvos de suas próprias mortes, ou porque se beneficiarão generosamente dos recursos que lhes caberão agora.

Os parentes sobreviventes vão, por sua vez, passar adiante os genes da vítima sacrificial. Para usar um exemplo curto e simplista, um hominídeo na selva pode ter aumentado sua sobrevivência genética sacrificando-se a um leopardo que de outra forma teria abatido seis de seus irmãos ou irmãs. No entanto, como vivemos em grupos sociais complexos, tal impulso para o martírio pode, em algumas ocasiões, apresentar-se em formas complexas e distorcidas, sobrecarregando miseravelmente as psiques, mesmo daqueles que não têm famílias para beneficiar-se de suas mortes ou para assegurar a sobrevivência de seu legado genético.”

“Em outro cenário, o suicídio é visto não como hereditário, mas como a mais trágica decorrência de outra característica que pode derivar-se da seleção natural: a tendência à depressão. Alguns teóricos darwinistas dizem que temperamentos extremamente melancólicos são comuns demais para resultarem apenas de patologia. Eles acham que surtos de depressão podem ser úteis, forçando as pessoas a um tipo de hibernação emocional e dando-lhes tempo para refletir sobre seus erros. Mas tal estratégia, se mantida ou repetida por muito tempo, se torna não adaptativa, ou mesmo fatal, transformando-se na assustadora doença chamada depressão profunda.”

Fonte:
Natalie Angier. “A Beleza da Fera: novas formas de ver a natureza da vida”. Editora Rocco, 1998.

Portanto, da próxima vez que voce tiver alguma dificuldade para entender certos fenômenos relacionados ao comportamento social humano (quem sabe um pouco de melancolia num daqueles dias chuvosos de inverno), não hesite em enfiar neles a S
eleção Natural. Sim, afinal, ela é o remédio para todos os males, com exceção, é claro, daqueles relacionados às fantasias dessa galerinha ouriçada de Darwin!

Bom, mas “para não dizer que não falei de flores”, vai aqui as palavras de um darwinista não-dogmático e um crítico contumaz da sociobiologia:


“Qual é a evidência direta do controle genético sobre comportamento sociais humano específicos?
No momento, a resposta é nenhuma. (Não seria impossível, em tese, obter-se tal prova através de experiências padronizadas e controladas de culturas, só que não criamos gente em tupos de Drosophila, nem estabelecemos linhagens puras ou controlamos o meio ambiente para uma educação invariável).”

Fonte:
Stephen Jay Goul. “Darwin e os Grandes Enigmas da Vida, p. 251.

É isso!